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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Resumão da viagem de fim de ano ao Peru: Reserva Nacional de Paracas, Linhas de Nazca, Huacachina e Islas Ballestas

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Primeira parada: Reserva Nacional de Paracas

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Sobrevoando as impressionantes Linhas de Nazca

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A deliciosa Huacachina

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O misterioso Candelabro de Paracas

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Leão marinho tomando um solzinho nas Islas Ballestas e suas curiosas formações rochosas

Depois de passar um dia em Lima, seguimos para o nosso segundo destino no Peru, Paracas, que serviu como base para vários passeios.

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Saímos cedinho do hotel e mais uma vez me surpreendi positivamente. A rodoviária onde embarcamos era muito bem organizada e nosso ônibus partiu no horário programado.

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Em vez de colocarmos as mochilas direto no bagageiro sem nenhuma identificação, foi necessário fazer um check-in, no qual nossas bagagens foram pesadas e etiquetadas antes de recebermos os bilhetes com os quais deveríamos resgatá-las no nosso destino final.

O ônibus da empresa CRUZ DEL SUR era super confortável e contava com serviço de bordo (amei o sanduíche de queijo e pastinha de azeitonas pretas!!!), além de filmes, ar condicionado e poltronas que reclinavam bastante. Dormi durante praticamente toda a viagem que durou cerca de 4 horas.

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Paracas é uma cidade pequena e simples sem muitos atrativos urbanos, mas serve como base para interessantes passeios nos arredores. Chegamos lá no início da tarde, deixamos as mochilas no hotel, trocamos de roupa e fomos pesquisar os preços dos tours com agências locais. É importante fazer esse levantamento de valores porque pode haver uma boa variação entre as operadoras. No fim das contas, fechamos um tour semi privado à Reserva Nacional de Paracas e fomos tomar uma cervejinha enquanto esperávamos o casal que nos acompanharia no passeio.

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Não sou muito fã de cervejas claras, as tais louras geladas tão adoradas no Brasil, mas gostei bastante da CUSQUEÑA DORADA, bem mais saborosa e encorpada do que as similares nacionais. Pra quem gosta de uma boa cerveja leve, eu recomendo!

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Em seguida, passeamos um pouco pela orla da Praia del Chaco registrando algumas curiosidades como a escultura acima, e depois caminhamos em direção ao local marcado para encontrarmos o motorista que nos levaria à reserva.

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A Reserva Nacional de Paracas é uma área protegida pelo governo que possui um rico ecossistema e muita diversidade biológica, além de tesouros arqueológicos. Seu objetivo é incentivar o respeito pelo meio ambiente e ao mesmo tempo promover o turismo. Mais de cem sítios arqueológicos foram encontrados até agora, comprovando séculos de existência da cultura dos paracas.

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Logo depois de entrarmos na reserva, o motorista parou no centro de visitantes para que pudéssemos conhecer um pouco mais sobre as espécies que habitam o local. Estima-se que existem cerca de 216 espécies de aves, 36 de mamíferos, 10 de répteis, 168 de peixes e uma quantidade enorme de animais invertebrados por lá.

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A Reserva Nacional de Paracas é uma enorme área desértica que há milhões de anos era coberta pelo mar. Por isso vimos muitos fósseis de conchas e outros animais marinhos incrustrados nas rochas.

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A Playa Roja tem esse nome por causa da coloração avermelhada da areia que fica em seu entorno. O contraste formado entre o vermelho da areia, o laranja do deserto e o azul do mar é lindo!!!

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Ficamos alguns minutos ali para curtir o vento (era forte, porém um alívio para o dia bem quente!), apreciar a bela paisagem e tirar muitas fotos.

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Numa determinada área litorânea havia uma formação rochosa impressionante chamada catedral, que infelizmente ruiu com o forte terremoto ocorrido em 2007. Só vimos o que sobrou dela por meio de fotos, mas não chegamos a visitar o local.

Nossa parada mais longa foi em Lagunilla, onde o pessoal normalmente gosta de almoçar em um dos restaurantes e curtir a praia de águas clarinhas, porém frias.

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Como a gente só faz duas refeições por dia, pulamos o almoço e preferimos circular pelo local, subindo em um mirante de onde tivemos uma belíssima vista dos arredores.

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O clima seco permite que a gente enxergue longe e tenha uma visão bem ampla do lugar.

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Infelizmente as fotos não fazem jus à essa sensação de imensidão!

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Como chegamos na praia mais pro final da tarde, o lugar não estava muito cheio. Tiramos algumas fotos a partir de um mirante próximo, descemos e pedimos um Pisco Sour num dos bares lá embaixo.

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Infelizmente esse Pisco Sour mais parecia um suquinho de limão do que o primo da nossa Caipirinha, rs! Aliás, salvo algumas exceções, não tivemos muita sorte em relação aos comes & bebes nesse país tão festejado por sua gastronomia e culinária criativa. Foi uma pena, mas tenho certeza de que da próxima vez iremos nos planejar melhor nesse sentido!

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Vans de turismo circulando pelo deserto

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Antes de retornarmos a Paracas, seguimos para o Istmo de La Peninsula, de onde pudemos visualizar à distância todos os lugares por onde passamos nesse tour.

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À noite, jantamos na orla da praia mesmo. Achamos estranho porque estava tudo muito vazio em pleno feriado prolongado de Réveillon e alguns restaurantes inclusive nem abriram. Mas parece que o movimento é maior durante o dia. Eu gostei do meu prato de massa com camarões e molho branco do PUNTO PARACAS, mas o Marcelo não se empolgou muito com o pedido dele.

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Pista do Aeroporto de Pisco

O dia seguinte prometia fortes emoções, conforme eu havia lido nesse relato do blog VIAJE SIM:

http://www.viajesim.com/2013/02/sobrevoo-de-nazca-fortes-emocoes.html

Eu esperava embarcar num avião minúsculo e apertado para 6 passageiros que fizesse algumas acrobacias, que enfrentasse turbulência e ventos fortes, que me causasse enjoo e desconforto estomacal etc. Enfim, nada muito agradável, rs! Mesmo assim, eu achei que valia a pena viver essa aventura e disse sim quando o Marcelo propôs que sobrevoássemos as Linhas de Nazca.

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Passaporte, bilhete de embarque e mapa do roteiro com os desenhos das linhas

Quem não me vê há uns 3 anos, não reconheceria hoje essa mulher que tinha pavor de avião, que começava a sonhar com o voo uns 3 meses antes do embarque, que suava frio quando pensava em decolar e que chegou a chorar por um dia inteiro na véspera de uma viagem longa. O que me fez mudar? A constante exposição ao meu maior temor! Sei que isso não funciona pra todos, mas pra mim deu super certo. Enfrentei meu medo e, há pouco mais de 2 anos, tenho viajado a cada 15 dias (sem contar com as férias). Com o passar do tempo, fui percebendo que voar não era esse bicho de sete cabeças e, pra muita gente, é até uma rotina de trabalho necessária.

A pior turbulência que enfrentei aconteceu em 1997 e as viagens constantes nos últimos anos me fizeram perceber que foi uma situação incomum. Não que eu esteja livre de passar por uma experiência semelhante (e terrível!) novamente, mas hoje sei que isso não é o padrão. Pra ser sincera, ainda fico meio tensa em voos muito longos, mas tiro de letra os voos curtinhos.

Essa foi sem dúvida uma conquista pessoal importante e eu estava curiosíssima pra saber como me sentiria sobrevoando as Linhas de Nazca num aviãozinho.

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Recebemos o mapa acima junto com o cartão de embarque, o que eu achei muito simpático. Nele pudemos observar nosso roteiro e os desenhos que veríamos em breve lá de cima.

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Foi o Marcelo que comprou as passagens para esse voo e ele escreveu o seguinte:

“Eu já tinha contratado o sobrevoo antecipadamente via nazcaflights.com. Paguei caro (280 USD por cabeça), mas foram os únicos que simplesmente... me responderam. Todas as outras (agências ou aerolineas) que pesquisei na Internet me ignoraram. Como eu não tinha tempo e queria muito fazer o voo a partir de Pisco (poupando horas de estrada de ida e volta a Nazca), fechei com eles”.

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Gente, confesso que fiquei feliz ao ver o tamanho do nosso avião: ele tinha capacidade para uns 15 passageiros, obaaaaaa! Era bem maior do que eu imaginava e fiquei um pouco mais tranquila.

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O que eu achei mais legal foi ter conseguido um assento logo atrás do cockpit porque sempre sonhei em viajar lá dentro ao lado dos pilotos!

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As poltronas eram confortáveis, as janelas eram bem grandes e os passageiros ainda tinham direito a fones de ouvido com quatro opções de idioma: espanhol, inglês, japonês e francês. Aliás, na sinalização do aeroporto eu vi muita coisa escrita em japonês e depois percebi que eles eram maioria em todos os voos que saíam de Pisco.

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Depois que todos se acomodaram em seus assentos, o copiloto nos passou algumas instruções e as hélices começaram a girar. Senti um friozinho na espinha, um pouco de suor nas mãos e aí… decolamos!!!!!

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A decolagem foi muito suave, muito mesmo! Logo depois avistamos o mar e o avião começou a subir lentamente.

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Depois de uns 5 minutos, começamos a ouvir a gravação que vinha dos fones de ouvido. Recebemos informações sobre a região que estávamos sobrevoando e descobrimos algumas curiosidades.

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A narração ajudou a me manter tranquila e o voo estava sendo ótimo, sem nenhuma turbulência, nenhum sacolejo, nada! Posso dizer com relativa certeza de que foi um dos voos mais suaves da minha vida!

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Aos poucos, o deserto deu lugar ao vale fértil de Ica e depois surgiu uma região mais montanhosa, que descobri ser Nazca. Quando começamos a avistar alguns retângulos e outras figuras geométricas lá embaixo, a narradora disse que começaríamos a experimentar um pouco de turbulência, o que era comum naquela região. E então eu pensei: “Ai, estava muito bom pra ser verdade!”.

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Mas, apesar de algumas sacudidas mais fortes, o voo continuou tranquilo… ufa! E assim começaram a aparecer as famosas linhas.

As Linhas de Nazca são um conjunto de geoglifos antigos designados como um Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1994. Embora alguns geoglifos locais lembrem a cultura de Paracas, estudiosos acreditam que os desenhos foram criados pela civilização de Nazca entre 400 e 650 d.C. As centenas de figuras individuais variam em complexidade a partir de simples linhas até beija-flores estilizados, aranhas, macacos, peixes, tubarões ou orcas, lhamas e lagartos.*

Há centenas de linhas simples e formas geométricas, com mais de setenta desenhos de animais, aves, peixes ou figuras humanas. Os maiores têm mais de 200 metros de diâmetro. Os estudiosos divergem na interpretação dos efeitos dos projetos, mas geralmente atribuem-lhe significado religioso. Os desenhos geométricos poderiam indicar o fluxo de água ou estarem ligados a rituais para convocar água. As aranhas, pássaros e plantas poderiam ser símbolos de fertilidade. Outras explicações possíveis incluem: sistemas de irrigação ou gigantes calendários astronômicos. Devido ao clima seco, sem vento e estável, de planalto e ao seu isolamento, a maior parte das linhas foram preservadas.*

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O astronauta

A narração estava bem sincronizada e o copiloto reforçava a informação avisando que a figura tal apareceria primeiro do lado direito e depois do esquerdo, enquanto o piloto fazia algumas manobras giratórias para que todos os passageiros pudessem visualizar bem os desenhos.

Na foto acima, vocês podem observar o “astronauta”, uma das figuras de maior visibilidade. Por falar nisso, quando eu era criança, havia um livro na estante dos meus pais que fazia o maior sucesso e despertava a minha curiosidade: “ERAM OS DEUSES ASTRONAUTAS?”. O escritor suíço Erik Von Daniken usava as Linhas de Nazca para exemplificar suas teorias sobre a suposta influência extraterrestre na cultura humana desde os tempos pré-históricos. Daniken é o principal responsável por popularizar a crença de que os deuses, descritos na literatura e escrituras das principais religiões e civilizações, eram na realidade ETs.

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O macaco

O autor popularizou as Linhas de Nazca no livro publicado em 1968 e atraiu tantos turistas para a região que a pesquisadora Maria Reiche (cuja história conhecemos na narração do avião) teve de gastar muito do seu tempo e dinheiro para preservá-las.

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O macaco

Os arqueólogos têm a certeza que as linhas foram criadas por civilizações pré-colombianas com finalidades culturais e nunca deram ouvidos à versão do escritor suíço.

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O condor

É realmente uma experiência incrível sobrevoar as linhas e reviver uma história tão antiga. O ar de mistério que envolve os desenhos certamente faz com que esse passeio seja único e inesquecível!

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A aranha

A figura da aranha foi uma das que me pareceram mais explícitas e de fácil reconhecimento. Várias outras passaram despercebidas e eu só pude confirmar que desenhos eram aqueles depois de tratar as imagens no Photoshop, mas garanto a vocês que fiz isso com muito cuidado para não distorcê-las a ponto de criar expectativas erradas sobre o que é possível observar lá de cima.

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A árvore e as mãos

Os desenhos da foto acima ficam na beira da estrada, onde há uma torre que permite aos visitantes verem as linhas de outro ângulo. Foi nesse momento que tive uma melhor compreensão e percepção do tamanho das figuras, já que havia referência visual suficiente para isso (pessoas, carros, estrada). Em outras situações, eu fiquei meio perdida e não consegui ter uma boa noção da dimensão das linhas.

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O papagaio

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O colibri

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Quando o avião já estava voando mais baixo, no retorno a Pisco, pudemos ver o lugar que visitaríamos dali a algumas horas: o charmoso oásis de Huacachina.

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O voo completo durou cerca de 1h40min e foi maravilhoso! Há muita gente que prefere pegar um avião em Nazca mesmo, mas eu tenho a impressão de que os aparelhos lá são menores e balançam muito mais. Desse modo, acho que tivemos sorte e fizemos uma boa escolha, mesmo pagando mais caro. E ainda teve a conveniência da gente partir de Pisco e voltar ao mesmo lugar, que fica pertinho de Paracas. O traslado de ida e volta estava incluído no valor que pagamos pelo bilhete aéreo e foi feito pelo simpático Freddy, que acabamos contratando para nos levar até Ica e Huacachina, com uma paradinha antes em uma curiosa vinícola peruana.

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A Bodega EL CATADOR é uma empresa familiar e quem nos recebeu para o tour foi um dos proprietários da vinícola.

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O lugar é simples e a visita é gratuita, mas estava cheio de turistas acompanhados de seus guias, prontos para degustar vinhos e piscos.

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Jorge, o dono do EL CATADOR foi muito simpático e a apresentação/degustação que ele promoveu foi uma das mais interessantes que vi, mas não por causa da qualidade dos vinhos, rs! Ele nos ensinou como eliminar o excesso de álcool, valorizando os aromas da bebida. No fim das contas, levamos uma garrafa pequena de vinho para bebermos à noite na varanda do hotel. Era do tipo adocicado e licoroso que a gente não gosta muito, mas valeu a experiência.

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De lá, seguimos para Ica, fizemos um rápido passeio pela Plaza de Armas da cidade (que não nos atraiu nem um pouco) e continuamos até Huacachina.

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Huacachina é uma vila situada na região de Ica e possui pouco mais de uma centena de habitantes.

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É conhecida como “oásis da América” e foi construída ao redor de um lago natural no meio do deserto.

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Huacachina  é um resort popular para as famílias de Ica e hoje em dia também atrai muitos turistas estrangeiros.

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Uma das principais atrações locais é o passeio de buggy (aquele com emoção – tô fora, rs!) e também o sandboard.

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Uma das várias lendas que contam a origem do oásis diz que a lagoa surgiu quando uma princesa nativa foi aprisionada em seu banho por um caçador local. Ela conseguiu fugir, fazendo com que a água em que se banhava se transformasse na lagoa. As dobras de seu roupão, que ela deixou cair enquanto fugia, formaram as dunas de areia no seu entorno e ela própria ainda habita o oásis como uma sereia.

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Amei quando o Marcelo me mostrou uma foto de Huacachina e perguntou se eu gostaria de conhecer a pequena vila. Fiquei impressionada com aquele oásis tão urbanizado “no meio do nada”. Bom, não é tão no meio do nada assim, há uma estrada que o liga a Ica, mas foi essa a primeira impressão que tive pelas fotos que vi antes de chegar lá.

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O lugar é mesmo uma delícia, perfeito para relaxar e esquecer da rotina. Ao redor da lagoa há vários bares descolados, hotéis, albergues, casas e algumas lojas.

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Conforme o Marcelo disse aquele dia, seria outra boa opção de base para os passeios que fizemos na região.

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Começamos a ouvir algumas pessoas falando português e achamos que deveria ser um grupo brasileiro fazendo um tour por lá. Foi um simpático casal gaúcho que tirou a foto acima. Eles estavam encantados com Huacachina, assim como nós.

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Voltamos a Paracas no fim da tarde, passeamos pela orla e escolhemos um restaurante recomendado pelo TRIP ADVISOR, que ultimamente tem nos decepcionado. Ao contrário da noite anterior, o Marcelo adorou o prato dele, mas eu não gostei do meu e odiei a bebida que pedi. Sendo assim, prefiro omitir o nome do lugar. Como mencionei anteriormente, não demos muitas sorte com a gastronomia peruana, rs!

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O dia seguinte era 31 de dezembro, o último de 2013! Marcamos as passagens de volta para Lima no meio da tarde e pela manhã aproveitamos para fazer o passeio às Islas Ballestas, ou “Galápagos dos pobres”, como algumas pessoas as chamam.

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Longas filas de turistas se formaram logo cedo no porto à espera de uma lancha até às ilhas. O ideal é acertar o passeio com antecedência e partir nos primeiros horários da manhã porque mais tarde o calor desanima.

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Antes de chegarmos nas ilhas, paramos para admirar o Candelabro de Paracas, um geoglifo milenar que incrivelmente resiste ao tempo, devido principalmente à escassez de chuvas na região.

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O Candelabro mede 180 metros de comprimento, 3 metros de largura e 1 metro de profundidade. O que me surpreendeu foi saber que ele existe há cerca de 2.500 anos e nunca foi restaurado!

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O significado do desenho continua sendo um mistério, mas acredita – se que o Candelabro de Paracas teria alguma relação com as Linhas de Nazca.

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Navegamos por mais 15 minutos até chegar às Islas Ballestas. A fauna do lugar é riquíssima e e as ilhas parecem muito bem cuidadas e preservadas.

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Há somente dois moradores nas ilhas. São funcionários do governo que se revezam a cada três meses.

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Os excrementos dos pássaros que habitam as ilhas são valiosíssimos porque funcionam como um fertilizante natural chamado guano. Foi com a exportação desses sedimentos durante os séculos XIX e XX que o Peru pagou sua dívida externa.*

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Ballestas significa arcos e esse nome vem das formações rochosas do arquipélago, que formam inúmeras cavernas com curiosos desenhos.

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Além das mais de 200 espécies de pássaros, vivem na ilha outros animais como pinguins de Humboldt e leões marinhos.

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Há pássaros por todos os lados!

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Os fofos pinguins de Humboldt

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Leões marinhos chapadões curtindo o solzinho…

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Durante o passeio, avistamos vários filhotes de leões marinhos sendo cuidados pelas mães em uma pequena praia.

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De volta à cidade, fizemos o check-out no hotel e curtimos a orla da praia beliscando anéis de lula empanados com cerveja gelada até a hora de pegar o ônibus de volta a Lima. Foram três dias de passeios deliciosos e, embora eu ache que a gente também ficaria satisfeito passando nossos cinco dias de folga na capital, penso que foi mais interessante conhecer outra parte do Peru.

Um super beijo pra todos e aguardo vocês para a terceira e última parte desse relato em breve!!!!

*Fontes:
http://www.dicadadri.com/a-la-la-o-o-o-o-o-no-peru-parte-ii-paracas/#more-121
http://wol.jw.org/en/wol/d/r5/lp-t/102003885
http://www.go2peru.com/spa/guia_viajes/paracas/reserva_nacional_paracas.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Erich_von_D%C3%A4niken
http://pt.wikipedia.org/wiki/Linhas_e_Ge%C3%B3glifos_de_Nasca_e_das_Pampas_de_Jumana
http://es.wikipedia.org/wiki/Huacachina
http://www.viajesim.com/2013/02/paracas-o-candelabro-as-islas-ballestas-e-o-choclo-gigante.html
http://itaquatiaradoinga.blogspot.com.br/2011/10/nov.html
http://wp.clicrbs.com.br/viajandocomarte/2012/05/19/descobrindo-novos-caminhos-no-peru-deserto-de-paracas/
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