quarta-feira, 8 de abril de 2009

Cachorro é tudo de bom. Se for adotado, melhor ainda!


"A grandeza de uma nação e o seu progresso moral podem ser avaliados pela forma como tratam os seus animais" - Mahatma Gandhi

Conheci minha primeira cadelinha quando tinha sete anos. Era uma pinscher marrom de olhar muito dócil chamada Kika. Meu pai a ganhou de um amigo e foi uma surpresa pra mim e minhas duas irmãs. A partir daí, tivemos uma sucessão de cachorros brancos, pretos, malhados, amarelos, sempre de pequeno ou médio porte. Em geral tínhamos entre três e cinco cachorros, dependendo da época. Todos, sem exceção, foram adotados. Sou contra o comércio de animais e penso que bicho não se compra, se adota. Quem ama não se importa com raça e com status. Bicho não é roupa de grife, não é objeto de consumo. Bicho é um ser vivo que merece respeito, carinho e cuidados apropriados. Na minha família seguimos esse princípio e agradeço demais aos meus pais por me ensinarem a amar esses pequenos seres pelo que são e não por sua aparência. A partir daí foi natural estendermos esse sentimento aos seres humanos.

Atualmente minha mãe tem seis cães e três gatos; minha irmã do meio, dois cães; e minha irmã mais nova, três gatos. Todos resgatados de abrigos ou das ruas. E eu? Eu quero muito!!!! Mas ainda estou no processo de convencer meu marido...
Quando meu pai fez 60 anos preparou uma grande festa. Convidou amigos de longa data e eu preparei o convite, claro! Ao invés de presentes, ele e minha mãe pediram para que os convidados fizessem doações à Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (SUIPA). Minha mãe contactou a presidente da instituição e ela pediu que as doações fossem feitas na forma de ração e remédios e não em dinheiro. O resultado foram alguns porta-malas lotados de doações! Amei a iniciativa deles! Esse é um dos incontáveis motivos que tenho pra ser uma filha bem coruja!!!



Acho que cão é pra ser assumido como um filho. Não se abandona um filho porque se cansou dele, porque a casa não tem mais espaço ou porque ele ficou doente. Infelizmente muita gente faz isso quando o animal se torna um inconveniente. A consequência é a superlotação de instituições que abrigam animais carentes e cães morrendo de tristeza e depressão. Segundo a revista SUPERINTERESSANTE, ed. 263, de março de 2009, os cães têm mais problemas psicológicos do que os seres humanos e muitas das raças que conhecemos atualmente são verdadeiras aberrações genéticas, manipuladas para que se tornem mais "atraentes", segundo nossos padrões de beleza. Isso desencadeia uma série de problemas de saúde.

Nesses tempos ecologicamente conscientes em que vivemos, a preocupação com o futuro do planeta nos leva à reciclagem, ao consumo moderado e à redução da produção de lixo. Então por que incentivar a produção em série de vidas a serem comercializadas quando há tantos animais abandonados, precisando de carinho e cuidados?

Na clínica veterinária que minha mãe frequentava, uma vez apareceu um senhor com um poodle macho de 12 anos chamado Clarkson. Ele queria sacrificar o bichinho. As veterinárias examinaram o cachorro e constataram que, apesar da idade avançada, da visão e olfato um pouco comprometidos, o cão estava bem. Era simplesmente velho. O cão era reprodutor de um canil e quando começou a dar trabalho e despesa, a solução mais fácil foi eliminá-lo. As veterinárias se recusaram a sacrificar um animal saudável e ele permaneceu na clínica quando o dono se recusou a levá-lo de volta. Clarkson viveu até os 18 anos.

Não quero dizer aqui que os cães são maltratados nos canis. Mas não posso esquecer que se trata de um negócio onde o objetivo é o lucro. Quanto mais crias, mais produtos à venda e mais dinheiro. Não é necessário gostar de cães e tratá-los bem pra gerenciar um canil. Outro dia recebi o e-mail de uma amiga pedindo ajuda para vários animais abandonados à própria sorte, depois que o lugar onde viviam foi à falência. Os bichos estavam passando fome e os donos simplesmente desapareceram.

Eu não tenho nada contra cães de raça, mas não consigo entender o que leva as pessoas a os valorizarem tanto, pagando até milhares de reais por um filhote. Será que é uma questão puramente estética? Será que algumas pessoas têm vergonha de serem vistas passeando na rua com um vira-lata porque acham que isso não condiz com seu padrão de vida ou posição social? O que você pensa sobre isso? Gostaria muito de ler seu comentário. Aliás, na SUIPA também existem cães de raça esperando pra serem adotados, sabia?

Abaixo algumas fotos dos álbuns da família:


Esse é meu sobrinho Gabriel brincando com a Chloé, cadelinha da minha irmã do meio, que mora nos Estados Unidos. Em alguns abrigos por lá, os animais têm prazo de validade. Os que ficam muito tempo esperando para ser adotados, ou que passam por mais de três famílias e são devolvidos, são sacrificados pra evitar a superpopulação. Essa cadelinha linda estava no "corredor da morte". Graças à minha irmã, hoje em dia ela é saudável, muito amada e feliz!


Fotos: Baixinho, Linda, Lua, Pingo e minha mãe (Katia Bonfadini); Zé (Daryan Dornelles); Cuca (Marcia Bonfadini); Gabriel e Chloé e Gabriel e Lobo (Flávia Bonfadini).

Pra saber mais:


SUIPA
(A SUIPA conta com uma lista de animais esperando a adoção. Ali você pode ver fotos e uma breve descrição da personalidade e histórico de cada um.)

CAMPANHA “ADOTE UM CÃO DA PEDIGREE”

ADOTEM ANIMAIS, NÃO OS COMPREM

TODOS OS CACHORROS SÃO LINDOS

EU TENHO UM VIRA-LATA E O AMO

Beijão e até semana que vem!

34 comentários:

Verônica Cobas disse... [Responder comentário]

Vou abrir com prazer os comentários de teu post. Porque amo os cachorros, porque admiro demais a relação tão intensa e devotada de sua mãe com seus amados bichos, mas principalmente porque acho que a defesa ideológica desse conceito da adoção, inclusive dos animais, é o maior exemplo de compaixão que podemos oferecer à nossa trajetória aqui na Terra.Isso também é compartilhar o bem de que podemos dispor. É caridade, é solidariedade, é afeição sem cobrança ou expectativa. Até porque o amor dos animais, especialmente dos cachorros, é assim. Incondicional e perene. No tempo apenas, jamais na razão. Nós é que, humanos que somos ( e será que somos?), devemos racionalizar sobre tudo isso e não rejeitar ou amar menos porque veio desta ou daquela raça, deste ou daquele bairro, desta ou daquela cor. Amor não se compra e só vale a pena se distribuído tão gratuitamente quanto em doses fartas. Sem restrição, economia ou campanha promocional.
E te ver levantando bandeiras, amiga querida, é somar mais um bem em tanto bem que te tenho.
Lindo texto! Fotos lindas!Amor imenso. Vê

Nicinha disse... [Responder comentário]

Bom Dia Kátia,
Esperava hoje você falar de gastronomia.E vejo logo cedo essa linda postagem.Foi surpreendente.
Eu ganhei da minha tinha um poodle,que minha mãe adotou como Yoshi.
Vou contar a história de "Layde" por algumas horas em nossas vidas.
Um belo dia minha mãe saiu com o nosso cachorrinho para passear e na volta ... tinha uma cadelinha na mão dela. Eu logo perguntei: Que é isso mãe?Logo depois me censurei, isso?
E ela respondeu:
Minha filha (ainda não sabiamos o sexo),ele tava chorando na rua, não aguentava nem pisar a patinha no chão, que ficava gritando, a calçada quente. Eu não poderia fazer que não estava vendo, seria muito desumano da minha parte.
E agora?
Meu codominio é cheio de normas, e saberiamos que iria ser um problema e só é permitido um animal por apartamento.
Sai minha mãe batento nas portas da casa para saber se era de alguém, e não era, e ninguém queria...Ela voltou para casa deu água,comida....Layde( nome que escolhir depois que soube o sexo) tava cheia de tinta na cabeça e pulga, e a carinha dela de tristeza.Quando colocamos no chão de casa ela começou a brincar e dava mordidinhas no pé da gente, já tava sentindo em casa e muito esperta.Mais sabiamos que não poderia ficar.
Minha mãe saiu sem almoço e disse eu vou resolver o problema dela, rezou até para São Francisco protetor dos animais para resolver o problema.
Bateu todos veterinários que fica ao redor da nossa casa.E nem as clinicas tinha solução para ela.
A última tentativa, vou levar no veterinário que yoshi toma banho. No meio do caminho todos ficavam encantados com ela, mais ninguém queria. Chegando na frente de um colégio teve um rapaz que ficou maravilhado com ela, e pediu para mãe ficar com ela, e sua mãe disse mais já temos cachorro.Vamos dar a meu primo ele perdeu o dele, bem ele convenceu a mãe que estava passando por uma problema sério de saúde e pediu para que rezasse por ela.Com certeza Layde não chegou por acaso, ela tinha uma missão.
Minha mãe levou ao veterinário, deu vacina, comprou remédio para pulga, e entregou a sua nova família.Uma observação, talvez tivessem que mudar o nome que dei a ela, porque o nome da namorada do primo dele se chamava Layde, só não sei se escrevia assim .Sinto falta dela, quando vejo as fotos, vou mandar por e-mail.Contando não parece real, mais foi....E sempre sentiremos saudades dela.
Vocês já assistiram Marley & Eu ? é muito lindo.
Um ótimo dia meninas!!!
Bjos Nicinha

Rafa Schwan disse... [Responder comentário]

Simplesmente adoro a diversidade deste blog! Meninas inteligentes e divertidas! Vcs estão de parabens! Da mais nova fã... Rafa.
bjs

João Luis Guedes P. Pereira disse... [Responder comentário]

Oi, Kátia! Seu post de hoje é de bastante importância e responsabilidade. Essa questão sobre os animais é algo que merece muita atenção pois, eles tanto quanto a gente merecem respeito e uma vida digna, afinal são seres vivos que também sentem fome, frio, dor, solidão, tristeza e medo. Além de tudo são indefesos e algumas vezes vítimas de crueldades. É só se colocar no lugar. Quem gostaria de passar por tudo que um cachorro desse passa? Com certeza, ninguém.
Sua iniciativa e preocupação são louváveis, reais e de extrema importância. Com tantos animais disponíveis e precisando de um lar para ser acolhido, a adoção é além de uma ato humano e ajuda, é um ato de amor. A festa que o seu pai montou onde ele pedia doações para a Suipa foi fantástica. Não se poderia ter pensar em melhor forma de além de ajudar os animais, também incentivar e alertar as pessoas dessa situação, que às vezes por falta de informação mesmo, nem sabem desses fatos.
Por isso faço aqui junto à todos um pedido para aqueles que querem ter um animal de estimação, que adotem!
Parabéns, Kátia! Belíssimo texto e causa!!

Katia Bonfadini disse... [Responder comentário]

Oi, Nicinha! Muito obrigada por compartilhar com a gente a história da Layde. Que bom que existem pessoas como você e sua mãe, que não se omitem ao ver um bichinho sofrendo nas ruas!!! Talvez tenha sido o destino mesmo que fez a Layde encontrar vocês. Eu não vi o filme "Marley e eu" mas li o livro e chorei pra caramba nos capítulos finais, lendo o livro dentro do ônibus... Fiquei até com vergonha das pessoas à minha volta mas não conseguia me conter. Eu amo muito esses bichinhos que só querem nosso bem. Como não retribuir esse sentimento?

João e Vê, vocês já me conhecem há anos e sabiam desse meu sentimento e princípio. Obrigada pelo carinho, apoio e agradeço especialmente à Verônica por ter me incentivado a escrever sobre esse assunto! Adoro vocês!

Rafa, obrigada pelo elogio e por seguir nosso blog! Espero que eu esteja inspirada nos próximos posts!

Beijão à todos!

Rosa disse... [Responder comentário]

Kátia, pessoas especiais são especiais por tratarem assuntos especiais de forma especial. O objetivo é mesmo ser redundante. Penso que, quanto mais amamos,mais a vida nos retorna plena de amor. Seja pelas pessoas/vida/ animais/natureza... AMAR nunca é demais. Também faço parte dessa equipe da SUIPA, que ama os animais e sofre com eles, já parei em tunel para resgatar um lindo cãozinho perdido, uma virapoodle que ganhou o nome de Vivi ( Vitória),que meiga!!Levei-a a "um salão de beleza" para tirar os carrapichos grudados em seu corpo, me apaixonei por pela . Mas não pude ficar, e quando consegui alguém indicado que a adotasse e chegou a hora não pude conter o choro . Me emociono quando lembro. Não costumo comentar, pois as pessoas em geral não compreendem algumas "loucas atitudes", que na verdade deveriam ser atitudes comuns. Quando a "conheci" percebi em voce uma pessoa muito especial. Aliás a equipe do CRTVS é ESPECIAL. PARABÉNS pela bela pessoa que és. Os animais agradecem imensamente essa atenção e carinho e "lá do alto" os anjos dizem amém. Forte abraço. Rosa.

Katia Bonfadini disse... [Responder comentário]

Rosa, obrigada! Nossa, você me fez ficar com os olhos marejados com seu comentário. Aliás, esse assunto me deixa emocionada mesmo. Muitíssimo obrigada por me considerar uma pessoa especial! Acho que ainda preciso evoluir muito pra isso!!!! Mas como é gostoso de ouvir! Beijão!

Marcia disse... [Responder comentário]

Parabens pelo post, Kate! Adorei ver meus filhinhos no blog de voces! Eles ficaram lindos! rs. Aproveito o tema para divulgar um video que adoro: http://www.youtube.com/watch?v=WjsRJOpLWyE

Sempre choro ao assistir.

beijos!

Katia Bonfadini disse... [Responder comentário]

Marcinha, copiei o link pro video mas não vou assistir aqui no trabalho porque tenho certeza de que vou chorar muito também!!! Vou esperar pra ver em casa! Obrigada pela dica e pelo comentário! Beijão!

Lucia Laureano disse... [Responder comentário]

Katia! Você sempre surpreendendo! Amei o post!
Fabio tem loucura por bichos e em especial pelo cachorros, além disso ele também é adepto desta causa e sempre diz que quer adotar um bichinho para ser amado pelo pequeno Gui... Eu ando resistente por vários motivos, um deles é que moro em apartamento e o outro é que já sofri muito com a morte de alguns cães e isso me faz questionar a decisão. Sei que não vou resistir por muito tempo e quando for a hora de tem um animalzinho novamente em nossas vias sem dúvida a opção será adotar!
beijos

Beta Bernardo disse... [Responder comentário]

Katia, que post lindo!!!
Eu já havia reparado seu gosto por cães especialmente pelos vira-latas. Mas me emocionei com a sua história. eu tb amo bichos... fui criada desde pequena convivendo com cães. Meu avô sempre teve vários (todos vira-latas), quando criança tive 3, uma vira-lata (Bruna), uma pastor alemão (Liza) e um poodle (Snoopy). Liza e Bruna conviveram juntas na casa que morávamos na Ilha, depois do assalto que sofremos trouxemos a Liza pra ajudar a guardar a casa e era uma farra só! Naquela época não tinha esse apelo todo por ração e a comidinha delas incluia também angú com bofe, a Bruna, esperta que era comia o bofe todo e deixava só o angú pra Liza.... hahahaha. Ela era uma malandra!! Era filha da Suzy, vira-latas querida do meu avô que pegou meu tio caçula na infância. Depois que voltamos pro apartamento cada uma foi pra um lado e acabamos perdendo o contato ao longo do tempo, uma pena! Mais tarde veio o Snoopy, safadinho que se escondia atrás da máquina de lavar pra não levar bronca!! ahaha. Morreu no Réveillon de 99 (eu acho), depois que se meteu a valente enfrentando o cão do meu tio que era dobberman com fila. Nem preciso dizer que o cachorro estraçalhou o pequenino, né? E pior, vimos tudo sem poder fazer nada.
Hoje tenho vontade de ter um, mas a rotina é complicada, ficamos ausente o dia todo e isso pro bicho não é legal. Mas já combinamos que quando nos aposentarmos teremos nossos cães pra cuidar e nos fazer cia.
Minha prima é ativista nesta causa. Pega tudo quanto é cãozinho em situação difícil. Tenho certeza que logo ela passa por aqui e deixa um comentário.
Adorei o post, a causa... esse espaço é perfeito pra defendermos o que acreditamos e trazermos reflexão e informação!! Perfeito!! Parabéns!!
Bjks

Déb disse... [Responder comentário]

Maravilhoso! Aliás, ontem q vi o comercial... chorei baldes! Quem ama animais e tem além de amor, respeito pelo nobre ser q são, sabe o quanto é difícil mostrar pq são tão importantes... mais graças a Deus, mesmo q lentamente, essa mentalidade vem mudando, e são pessoas como vc, q vem fazendo a diferença!

Por amor aos animais, não podemos desistir, nunca!

Prima Beta, bj nesse lindo coração, e parabenize suas amigas por lindo trabalho!

PQ ADOTAR É TUDO DE BOM!

ALÉM DA SUIPA, CONHEÇAM A SOZED!

BJ E FIQUEM COM DEUS!

Karla Lemos disse... [Responder comentário]

Kátia, você fez um post de forma apaixonada, defendendo a sua idéia e mais falando à todos com carinho, desses amiguinho que nos acompanham e fazem parte de nossas vidas da forma mais intensa possível.
Os nossos animais de estimação vão sempre depender de como os tratamos... não importa para mim, se são de raça ou não, mas a partir do momento que os adotamos, fazem parte da nossa família e, por obrigação, devemos cuidar deles como cuidamos de todos em nosso lar... são seres vivos, especiais, lindos, amorosos e amigos, sempre. bjs Karla

Katia Bonfadini disse... [Responder comentário]

Lucia, Deb, Karla e Beta,

Obrigada pelo apoio!!! Apesar de amar cães, o Marcelo argumenta que o bichinho ficaria sozinho a maior parte do tempo porque nós dois trabalhamos o dia todo. Acho que a solução seria adotarmos dois e um faria companhia ao outro!!!

Deb, prazer em conhecê-la e seja muito bem-vinda ao blog!

Aline disse... [Responder comentário]

Oi Kátia! Gostei muito do seu post! Muitas pessoas ainda tratam os animais domésticos como um objeto de luxo, por isso acham "chique" pagar 1.000,00 em um filhote, adoram exibir o bichinho como um troféu, e quando ele começa a envelhecer já pensam em descartar e comprar um brinquedinho novo! Abomino pessoas assim!
Lindos demais os animais da sua família!!
Beijos

Katia Bonfadini disse... [Responder comentário]

Aline, isso é exatamente o que penso! Acho que chique é ser inteligente e saber dar o devido valor às coisas. Algumas pessoas "esquecem" convenientemente que animais tem sentimentos e se sentem rejeitados. Obrigada pelo elogio aos animais, vou repassar a eles! E não couberam todos aqui!!! Beijão!

Wagner disse... [Responder comentário]

Tão comovente quanto importante o seu post de hoje, Kátia.
Você deve se lembrar de que, quando eu morava em casa, já cheguei a ter mais de 20 gatos e uma cadela (todos ao mesmo tempo) — é, a casa era bem grande. Desnecessário dizer que toda essa “bicharada” querida foi retirada das ruas.
Depois, quando precisamos mudar de casa, para um bairro bem distante do qual morávamos, nem cogitamos a hipótese de deixar nossos bichos para trás. A casa nova era menor, mas assim mesmo levamos todos os animais conosco. É sabido que gatos costumam se apegar mais às casas do que aos donos, e a adaptação dos felinos não foi muito fácil (alguns preferiram morar nos vizinhos — por conta própria, claro), mas ainda assim fizemos todo o possível para preservarmos os membros do “clã” — a maioria acabou se acostumando à nova moradia.
Hoje não tenho mais bichos, pois o apartamento é muito pequeno e eu não teria tempo para dedicar atenção a um animal de estimação. Mas acho louváveis as pessoas que escolhem adotar animais abandonados, tanto quanto as que estimulam esta prática.
Belo post, tema e incentivo!

Katia Bonfadini disse... [Responder comentário]

Wagner, eu lembro bem da história da mudança dos seus gatos, nossa que nostalgia! Aliás, talvez fôssemos praticamente vizinhos naquela época e não sabíamos disso! Obrigada pelo carinho e incentivo, esse assunto é muito importante pra mim, querido amigo!

Lets disse... [Responder comentário]

Oi, Kátia,
minha passagem por aqui é certa, faz parte da minha caminhada diária pelo mundo cibernético.
Hoje me emocionei: o seu texto, a história, a lição de amor, carinho, sensibilidade e exemplo comovem, tornam-se espelho. Como seria bom se as pessoas se doassem por inteiro por amor e compaixão aos animais, independentemente da sua origem, cor, estado físico ou "pureza" racial. O bem que podemos fazer a eles com certeza nos será devolvido, suavemente, pelo amor sublime do Superior. Ah, não tenho dúvidas: o amor que damos, recebemos de volta. E é esse o segredo da vida: doar sem esperar, amar sem discriminar, dar sem reivindicar.
Parabéns, viu?! Seu tema é tema de muitas reflexões e emoções. E foi muito bem colocado.
Apareça lá na Nossa Casa...
Bjo
Lets

yasmin disse... [Responder comentário]

Boa tarde, Kátia

Vim agradecer pelo comentário que deixou no meu blog e ler este post (prometido para hj). E fiquei realmente encantada com vc e sua família, um exemplo da posse responsável e consciente e de amor aos animais! Já tive muitos cães e gatos também e garanto que aprendi muito e mais sobre o amor e dedicação com eles do que com alguns humanos, mas por outro lado, humanos que dão exemplos como vc fazem valer a pena lutar por causas justas e nobres como a posse responsável e proteção ambiental.

Infelizmente ainda são muitos aqueles que tratam um pet como objeto descartável, mas vejo que a cada dia mais e mais pessoas se conscientizam do verdadeiro respeito e cuidados que todas as criaturas merecem, isso graças a pessoas como vc.

Parabéns pelo lindo blog!

yasmin

Prosopopéias Cintilantes disse... [Responder comentário]

Oi, Kátia

Como sempre ADOREI o seu post!
Também partilho da idéia da adoção. Em casa tenho três gatos adotados. Todos ex-meninos de rua e viralatex da melhor qualidade!
Adoro meu meninos, meus amadinhos! Aliás, eles quase participaram do concurso de fotos do Criative-se!
Para quem dúvidas sobre ter uma animal em casa, o que eu posso dizer é que não tem preço!
A minha vida ficou muito melhor com eles!
Da trabalho? Um pouco, claro. A gente gasta? Um pouco, tem a comidinha deles, vacina, remédio se precisar, no caso dos gatinhos a areia, um brinquedinho...
Mas eles nos dão tanto em troca!
Adotar é mesmo tudo de bom!
Bjs,
Stela

Katia Bonfadini disse... [Responder comentário]

Lets, Yasmin e Prosopopéias, fiquei muito feliz ao ler seus comentários!!! Muito legal perceber que as pessoas estão cada vez mais conscientes dos sentimentos desses serem que parecem só estar no mundo pra nos amar! Lets, já dei uma espiadinha no seu blog mas nunca comentei, vou fazer agora, pode deixar! Yasmin, muito obrigada por retribuir a visita! Seu blog é interessantíssimo e adoro seu ponto de vista! Vou visitá-lo mais vezes! Prosopopéias: eu votaria nas suas fotos dos gatinhos se você as tivesse colocado no Concurso Criative-se, lembra??? Você fotografa muito bem, seus auto-retratos são ótimos! Parabéns!

Anonymous disse... [Responder comentário]

Eu assinaria cada linha e cada letra do texto da Kátia. Uma das angústias da minha vida é não poder fazer muito para melhorar a vida das dezenas de cães abandonados que cruzam cotidianamente meu caminho. Eu posso olhá-los com simpatia, tentar mostrar que eles podem se aproximar mas os bichinhos vivem sempre tão maltratados e tão assustados que encaram com medo cada aproximação. Pela janela do meu trabalho, vejo cachorros abandonados e seus irmãos maiores de infortúnio, os cavalos, sendo maltratados por seres que se dizem humanos mas que tratam os animais como acham que merecem ser tratados. Só isso explicaria a violência e o desprezo como se tratam os bichos. É o mesmo desprezo que a gente vê com os bichinhos expostos nos shoppings e ninguém vê nada, não existe órgão de proteção(?) aos animais que tentem resolver o problema. Conheço algumas pessoas que usam todo o seu tempo disponível para tentar melhorar a vida desses seres adoráveis e, sinceramente, gostaria de alcançar uma grandeza de espírito para ser, ao menos parecido com elas. Eles são coração em estado puro. A gente bem que podia dar um pedacinho do nosso para torná-los um pouco mais felizes.

Carlos Macêdo

Katia Bonfadini disse... [Responder comentário]

Carlos, seu texto me emocionou. Aliás, hoje estou muito feliz e sensibilizada por todos esses comentários de pessoas que compartilham meus sentimentos e princípios. Essa carinha de medo e receio que os bichinhos abandonados têm, é o que desperta o desejo de me aproximar, de acarinhar, de proteger, de fazer feliz! Como alguém consegue não se afetar por um olhar pidão? Aliás, AMEI suas frases. Todas!!!! E vamos usá-las também! Muito obrigada!

Mariana (nora da Verônica) disse... [Responder comentário]

Katia, assim como você sou apaixonada por bichos. De todos os tamanhos, cores e jeitos. Mas tenho com os gatos uma relação mais intensa. Convivo com eles desde criança, quando, um dia, levei pra casa um vira-latinha muito gostoso que era cria da gata da minha tia: o Sherlock - um gato lindo que tinha um coração tatuado na barriga. Depois que ele morreu, vieram Mina (meu presente de vestibular)e Mano, ambos siameses, deliciosos, carinhosos e companheirinhos. Há três anos, Mina teve um problema de saúde muito sério e morreu. Fiquei tão triste que prometi a mim mesma que não teria mais bichos. Criei mil desculpas: a responsabilidade, a despesa, minha rinite...Mas então um belo dia, estava lendo e-mails quando vi uma msg encaminhada sobre a situação dos gatos do Parque Lage. Sempre deleto e-mails encaminhados, mas parei pra ler essse. Entrei no link de referência pra adoção dos gatos e ao ver as fotos, comecei a chorar imediatamente. Disse, de pronto, que queria um! João achou que eu estava ficando doida e meio no susto, disse que sim. Ele sempre conviveu com cachorros e, como todos aqueles que não conhecem os gatos, tinha um pé atrás com os felinos. Me encantei com a foto de um deles - Aleph- que tinha uma história muito triste.Decidi: é esse! Duas semanas depois, a gente estava na casa da protetora, visitando o nosso futuro filho(ainda não reconhecido como tal pelo João, que mantinha uma postura meio blasé em relação a história toda). Foi paixão imediata! E um tempinho depois ele já estava aqui com a gente. Nos primeiro dia, já deu pra notar que aquele gato era especial. Em geral, os gatos ficam meio arredios quando chegam numa casa nova. Mas Aleph, no primeiro dia, já se atrevia a brincar com a gente e eu tinha a nítida impressão de que ele gostava muito da nossa companhia. Os dias se passaram e a cumplicidade só aumentou. É impressionante perceber que Aleph, após ter sofrido uma violência tão brutal por um ser humano (?) estúpido, tem um carinho enorme pelas pessoas e confiança plena na gente. Faz três meses que ele está aqui. E a nossa vida, depois da chegada dele,mudou completamente. A chegada de um bichinho traz uma alegria e uma energia tão boa que parece que a casa inteira se ilumina. Às vezes, me pego, na rua, pensando em como vai ser legal chegar em casa e ser recebida por ele, esperando atrás da porta, miando sem parar, como se dissesse: "Puxa, mamãe, como vc demorou hoje! Tô com saudade!". Posso garantir que somos muito mais felizes com ele. E o João, que tinha tanta certeza de que não gostava de gatos está completamente apaixonado, às vezes fica horas rindo feito bobo com as gracinhas do novo filho.
Sempre amei visceralmente todos os meus gatos, independente de serem vira-latas ou de raça, meninos ou meninas, comprados ou ganhados.
Mas essa é a primeira vez que adoto um gatinho abandonado. E posso dizer, com certeza, que é uma das experiências mais felizes da minha vida. Perceber que aquele ser pequenino que já sofreu tanto pode agora ter a certeza de que é amado e tem um lar, não tem preço. Faz um bem enorme.
Te peço um favor, Kátia, posta entre os links que vc disponibilizou o site onde eu encontrei o Aleph: é www.adoteumgatinho.wordpress.com. O trabalho das protetoras é muito sério, maravilhoso. E lá tem bebês deliciosos e adultos explêndidos ( o meu é adulto!) esperando uma nova chance. Vale a pena conhecê-los. Mais ainda, ficar com um deles!
Parabéns pela iniciativa! Continue incentivando a adoção de bichinhos aqui no site. Um grande beijo!

Mariana disse... [Responder comentário]

Ops, esplêndido é com S...(que vergonha)

Katia Bonfadini disse... [Responder comentário]

Mariana, obrigada pelo relato tão apaixonado! Vou divulgar o www.adoteumgatinho.wordpress.com., pode deixar! Minha irmã, Marcia, pediatra como você, vai se encarregar disso. Apesar de ter sido criada com muitos cachorros ao redor desde os dois anos, ela se apaixonou pelos felinos e tem paixão por eles hoje. Ela tem 3 gatos da rua e se apaixonou pela primeira vez quando conheceu o Bóris, gato que morava com sua família no sótão da casa dos meus pais. Estávamos acostumadas a ouvir sons estranhos vindos lá de cima e um belo dia descobrimos que os fantasmas que habitavam o sótão eram, na verdade, gatinhos!!! Um deles caiu lá de cima e foi a Marcia quem o salvou. A partir daí, minha mãe adotou os bichanos, oferecendo comida, água e carinho. Muito legal sua participação aqui! Espero que volte mais vezes! Beijão!

Amanda Designer disse... [Responder comentário]

Adorei seu blog! Eu tenho uma gatinha que achei no motor do meu carro...ela tem 10 anos e é o amor da minha vida! E espero esse ano ainda adotar mais um.
Beijos

Gatinhos de toda parte disse... [Responder comentário]

Tão bom ver mais pessoas incentivando a adoção :)

Nana disse... [Responder comentário]

Olá:
Adorei este teu cantinho!!!
Tenho um gato chamado Zé também... rs que é gordo e safado!
Aproveitando... te desejo uma Feliz Páscoa para vc e para TODOS os gatuchos e focinhos!!!!
Lá no Blog está rolando uma rifa para ajudar uma ONG... a Rifa do Cachecol já está rolando e a enquete para quem deve receber o dinheiro também!!
Passá lá para conhecer.
Bjs

Anonymous disse... [Responder comentário]

Nossa, muito bom saber que existem pessoas com coração e acimda tudo, com alma, amar um animal é a expressão mais sincera de amor, se ama pelo simples fato de amar, sem interesse nenhum, é pura gratuidade. Sempre tive gatinhos adotados, e sabe, as coisas mais importantes e mais 'invisíveis' que eu aprendi na vida, foram sem dúvida, elas que me ensinaram. Que Deus te abençoe!

Mauricio disse... [Responder comentário]

Olá! É muito tocante ver que ainda há esperança para muitos animais, e ver iniciativas como estas que seu pai e mesmo a veterinária tomou em pról de um ser indefeso, é o que faz a diferença! =^^=

Eu "mãe" de um casal de gatos adotados, e ontem a fêmea deu a luz a dois filhotes, e já estou atrás de lares para eles (já tenho um para cada em vista) e tbm não sou a favor de compra de animais. Masss... Fazer o que né?

Sou novata na blogsfera, e estou passeando por aí para conhecer pessoas maravilhosas como as Criativas, através do Bicha Fêmea!

E se me permitem a liberdade, tenho um selinho no meu blog, que gostaria muito de compartilhar com vocês! Fui eu mesma quem fez, é bem simples mas feito com carinho! =^^=

Passa lá "em casa" e pega seu selinho? Peço por favor, que repasse para no mínimo outros 5 blogs que divulgam e apóiam esta causa.

http://simplesoriginal-quel.blogspot.com/2009/07/amor-incondicional.html

Parabéns pelo blog, e por levantar essa bandeira!

Abraços!

Monica Loureiro disse... [Responder comentário]

Olha, adorei este Post...Outro dia estava vendo o HAPPY HOUR a estória da RENILCE CAVALCANTI, que ficou famosa por crar abrigo para 1,5 mil animais abandonados...

Design de Interiores disse... [Responder comentário]

OI ADOREI SEU SELINHO !!!
TENHOS MDUAS CACHORRINHAS , AMBAS ADOTADAS.
A LEKA CHEGOU AQUI DOENTE, BABANDO E COM MUITO MEDO, RABO QUEBRADO E MUITO SUFRIDA.
FICOU INTERNADA ALGUNS DIAS E SAIU NOVA. AMO MUITA LEKA.
NA VERDADE A HISTORIA FOI A SEGUINTE, EM UM DIA APANHAMOS A LEKA E NO OUTRO MEU MARIDO ACHOU UM FILHOTE ENTRE AS MAQUINAS DA USINA E TROUXE DENTRO DA MUCHILA POIS ELA SERIA ENTREGUE A SUIPA E PROVAVELMENTE TERIA MORRIDO PQ ESTAVA MUITO DESNUTRIDA QUANDO CHEGOU DE MADRUGADA OLHAMOS PARA ELE E DEMOS O NOME DE MEL , ASSIM TERÍAMOS A "MELEKA" MEL = LEKA.
UM DIA TRISTE DE SÁBADO, A MEL JÁ GRANDE, FUGIU E MORREU ATROPELADA NA FRENTE DE CASA, BEM NA HORA QUE IAMOS SAINDO, PARA LEVAR NOSSA FILHA PARA FAZER PROVA DO CEFET, NA QUAL SE PREPAROU DURANTE UM ANO INTEIR. RESUMO FALTOU UMA QUESTÃO PARA PASSAR. SIM MUITA TRISTEZA.
AI PASSOU A DOR E RESOLVEMOS ADOTAR NOVAMENTE, AGORA A BELA E TEMOS A "BELALEKA"

E ESTAMOS ESPERANDO NA FILA ATÉ APARECER OUTRA PARA ADOTARMOS.

IA ESQUECENDO PASSADO 6 MESES MINHA FILHA FOI CONTEMPLADA COM UMA VAGA NA ESCOLA NA QUAL FEZ PROVA E NÃO PASSOU. e QUE O COLÉGIO PEDRO II DO RIO DE JANEIRO RESERVA 2 VAGAS PARA OS MELHORES ALUNOS, OS QUE AS MELHORES NOTAS E ELA CONSEGUIU A VAGA PARA TELECOMUNICAÇÃO.

DEUS PROVEROU E ATENDEU O PEDIDO DA MEL, QUE FOI PRO CÉU E VIROU UM ANJO E INTERCEDEU JUNTO A JESUS.


AMO CACHORRO.


BJOS

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