sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Os Bichos da Lúcia e a Síndrome de Noé

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Os primeiros dias de dezembro possuem um clima especial pra mim: é o começo do mês do Natal, que traz significados e sentimentos diferentes para cada um de nós. Para alguns, é tempo de festa e celebração junto à família e, para outros, é uma época meio triste, durante a qual nos lembramos dos amigos e familiares que partiram e deixaram saudades. De qualquer maneira, acredito que a maioria das pessoas, religiosas ou não, sinta algo diferente nessa data. Com a aproximação do fim do ano, é inevitável refletir sobre o período de quase 365 dias que ficou pra trás: quais foram nossos acertos, nossos erros, o que gostaríamos de mudar em nós mesmos ou no mundo, a que gostaríamos de dar continuidade etc.

Sei que campanhas de Natal existem aos montes nessa época e cada um se sente disposto a contribuir com a que mais lhe emociona ou cativa, dependendo de suas crenças e/ou valores. No meu caso, não tenho dúvidas de que os animais, esses serem que nos amam incondicionalmente e que aprendi desde cedo a respeitar e admirar, merecem uma menção e um pedido de ajuda tanto agora quanto em qualquer outra época do ano.

O “Bonfa Convida” de hoje é muito especial porque recebo uma pessoa bastante iluminada e generosa, que tem uma história curiosa e interessante para dividir conosco…

giany

Quem sou eu: Giany Gonze Tellini, moro em Santos desde 2004, sou fisioterapeuta e mãe de um poodle de 13 anos e um casal de gatos adotados numa manhã chuvosa, quando os encontrei recém nascidos dentro de uma caixa no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Provavelmente, assim como eu, você também nunca ouviu falar da Síndrome do Colecionador de Animais ou Síndrome de Noé. Só soube da existência desse distúrbio no dia que uma vizinha adoeceu e foi internada com um surto psiquiátrico, deixando abandonados em casa cerca de 90 animais.

Descrita em 1981, essa síndrome, também conhecida pelo nome em inglês “animal hoarding”, é um desvio de comportamento com sinais bem característicos. A pessoa, geralmente mulher com mais de 60 anos e com tendência ao isolamento, seja ele voluntário ou por não ter familiares próximos, passa a recolher animais mesmo sem ter condições para mantê-los. Recusa-se a doá-los por acreditar que ninguém poderá cuidar deles melhor que ela própria. Ela não reconhece o sofrimento e o adoecimento do animal e até mesmo pode negar a sua morte, escondendo corpos pela casa. Torna-se cada vez mais afastada das relações sociais e familiares e não se dá conta da deterioração do ambiente e até mesmo da própria saúde.

Ao ler essa descrição, talvez você tenha se lembrado de alguma história envolvendo uma tia-avó distante ou uma lendária “louca dos gatos” da sua cidade, velhinha e solitária, que vivia com seus 40 gatos em uma casa que ninguém gostava de ir por causa do mau cheiro e da sujeira.

Em um primeiro momento, pode até nos parecer consolador saber que mesmo em uma situação não ideal, essa pessoa se dispõe a acolher e abrigar pobres bichinhos abandonados, mas isso é um grande erro – aliás, dois – os animais estão sofrendo em cativeiro e a pessoa doente não está recebendo os cuidados que precisa.

Voltando ao caso da vizinha doente e seus muitos bichos, quando entrei pela primeira vez na sua casa humilde e deteriorada pelo tempo e pela falta de cuidados, a cena era de horror: 50 gatos assustados e famintos arranhavam e subiam pelas minhas pernas como que pedindo socorro enquanto aproximadamente 40 cães me cercavam, latindo e pulando em desespero. A sujeira e o mau cheiro eram gritantes e eu que sou “mãe” de dois gatos e um cão só conseguia pensar “meu Deus, por onde começar?”

De repente eu me vi no lugar de uma verdadeira colecionadora de animais!

Quando a situação foge totalmente do controle e os animais ficam em situação de abandono por morte ou doença do colecionador ou pela intervenção da família ou de órgãos públicos, tem-se um grande problema nas mãos. O que fazer com tantos animais doentes, desnutridos e traumatizados?

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Ao abraçar a causa dos animais da casa da Lúcia, descrita no blog “Os Bichos da Lúcia”, pude vivenciar a dificuldade e complexidade do resgate e encaminhamento de cães e gatos em situação de necessidades extremas. Os órgãos públicos e os não governamentais não estão preparados para essa situação, não existem lares temporários suficientes para acolher esses animais e nem a mais otimista das campanhas de adoção pode absorver a demanda crescente.

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Talvez seja necessário pensar não só no problema final, ou seja, nos animais em situação de maus tratos e/ou abandono, além da pessoa doente sem assistência, mas no que está no início de tudo e que desencadeia as condições para o agravo da situação. Será que não poderíamos nos ater mais no cuidar do que no remediar?

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A essência do ser humano reside no cuidado e na adoção de valores e atitudes que favoreçam o bem estar como um todo. A posse responsável, a castração dos animais, o combate ao abandono e outras medidas semelhantes de prevenção e controle são facetas de uma mudança macro que passam, necessariamente, pela informação, educação e orientação à população. Os instrumentos que coíbem e/ou penalizam condutas inadequadas no manejo de animais somente são úteis quando não se há conscientização e respeito aos deveres e direitos dos indivíduos, sejam eles humanos ou não. Infelizmente, a penalização só é possível depois que a agressão já ocorreu.

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A meu ver, depois de tudo que temos passado com os bichos da Lúcia, somente a mudança na forma de interpretar e abordar os problemas poderá evitar que casos semelhantes aconteçam ou minimizar situações de resolução tão complexa.

Mas enquanto isso a vida continua, os animais sentem fome e precisam de cuidados e o que temos feito desde então foi combinar ações de estímulo e sensibilização de seres humanos para adoção e ao mesmo tempo, manter o mínimo de atenção e manutenção aos animais que foram prisioneiros desse amor doentio da D. Lucia. O cenário atual é, graças ao apoio de pessoas como a Katia, de muitos animais já em novos lares. Contamos ainda com nove cãezinhos a espera dessa chance.

Nesse momento, quanto mais pessoas souberem como identificar e abordar um colecionador e que exijam atuações efetivas dos órgãos responsáveis pelo bem estar animal, vigilância sanitária e saúde coletiva, além do envolvimento efetivo da população, mais chances teremos para conquistar um cenário menos sombrio que o atual, pois não se trata apenas da adoção de ações isoladas, mas de cuidar do planeta, das águas, das florestas e do clima, há de se preocupar com o bem estar dos seres vivos, tendo em mente que “tudo o que existe e vive precisa de cuidado para continuar a existir e a viver: uma planta, um animal, uma criança, um idoso, o planeta Terra” (Leonardo Boff). 

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Querida Katia, serei sempre muito grata ao apoio que deu à nossa causa e pelo carinho com que nos recebeu no seu blog. Para conhecer os bichinhos que ainda estão sob nossos cuidados e também o relato da nossa “estréia” em resgate de animais, convido seus leitores a seguir o blog OS BICHOS DA LÚCIA. Toda ajuda será sempre muito bem vinda!

Giany

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Giany, eu agradeço muitíssimo sua participação no BONFA CONVIDA de hoje e espero que volte outras vezes com novos temas e alertas sobre os problemas que enfrentam os cães abandonados e/ou que sofrem maus tratos nas ruas ou mesmo dentro de casa. A adoção responsável é algo que defendo bastante e o primeiro post sobre minha posição quanto a essa questão foi o seguinte:

http://casosecoisasdabonfa.blogspot.com/2009/04/cachorro-e-tudo-de-bom-se-for-adotado.html

Gostaria de copiar aqui um trecho desse post que reflete o que penso sobre adoção:

“Todos os animais que meus pais possuíram, sem exceção, foram adotados. Sou contra o comércio de animais e penso que bicho não se compra, se adota. Quem ama não se importa com raça ou status. Bicho não é roupa de grife, não é objeto de consumo. Bicho é um ser vivo que merece respeito, carinho e cuidados apropriados. Na minha família seguimos esse princípio e agradeço demais aos meus pais por me ensinarem a amar esses pequenos seres pelo que são e não por sua aparência. A partir daí foi natural estendermos esse sentimento aos seres humanos.”

Sou radical mesmo, gente. Até porque, ao longo da vida, fui colecionando algumas histórias horrorosas, como as seguintes: uma pessoa queria entregar um cão de uma determinada raça para adoção porque ele não estava mais na moda!!!! Um rapaz queria que sacrificassem um poodle porque ele era da ex-esposa e ele queria se vingar dela!!!! Alguns canis que foram à falência deixaram centenas de animais abandonados à própria sorte e, em alguns casos, são realizados cruzamentos consaguíneos entre os espécimes mais belos para gerarem filhotes atraentes (somente por fora, porque carregam várias anomalias genéticas).

Conversando com minha mãe outro dia a repeito da campanha que fazemos de forma ostensiva entre pessoas próximas, constatamos nossa mútua decepção ao percebermos que essa atitude parece não surtir o efeito desejado porque muitos dos nossos conhecidos continuam preferindo comprar a adotar um bichinho. Eles nos elogiam por nossa postura, mas não pensam duas vezes antes de desembolsar algumas centenas (ou milhares) de reais para adquirir um filhote de “raça pura”.

Por todos os motivos explícitos nas palavras da Giany e porque existem muitos animais abandonados que só precisam de um pouco de carinho e atenção, peço que, ao menos, considerem outras opções antes de pensarem em comprar um animal. E se o desejo for ter um cão de raça, procurem se informar sobre a idoneidade de quem produz e vende os bichinhos, evitando e denunciando os lugares inescrupulosos. E, já que estão dispostos a gastar, que sejam também generosos e auxiliem uma instituição de assistência aos carentes.

Esse é o meu desejo oficial de Natal: que as pessoas se preocupem menos com a aparência e mais com a essência, em todos os sentidos!!!!

Para conhecer melhor a Giany e sua bela campanha, basta acessar o seguinte link:

http://bichosdalucia.blogspot.com

Para finalizar o post, deixo aqui mais algumas imagens do “bichos da Lúcia”…

miranda antes e depois

bilu3

marrom

laika

raposa3

papo2

snoopy

vermelho3

Quanto mais carente o olhar do bichinho, mais vontade eu tenho de acarinhá-lo e protegê-lo…

Um grande beijo pra todos com votos de um mês bastante especial!!!!

P.S.: Passarei o final de semana em Recife (PE), mas volto na segunda!!!!

Bonfa ass

15 comentários:

Carol disse... [Responder comentário]

Que post lindo e perfeito para dezembro!
Eu não conhecia nada sobre essa síndrome e vou procurar por maiores informações.
Espero que todos esses anjos de quatro patas consigam lares cheios de amor, pessoas do bem que os amem muito.
Beijos

Day - Papel de la Musique disse... [Responder comentário]

Poxa, eu vi um documentário no Animal Planet sobre Animal hoarding! HOrrível...como pode uma coisa dessas acontecer? A pessoa que coleciona animais nessa situação está doente! É preciso uma ação da família e de amigos para o tratamento! Mas parece que a sociedade só se alarma quando o problema envolve drogas ou depressões daquelas que o doente nao consegue levantar da cama. que tristeza, meu Deus. Ainda bem que existem pessoas que apoiam a causa dos animais! E eu sou uma dessas! Essa semana, kátia, fiquei indignada com um homem que arrastou um cão aqui em joao pessoa, por 700 metros!!! O assunto foi até materia na Globo! Jesus, que crueldade...

Agora outro assunto:

Kátiaaaaa! voce vem a Recife???? :O Poxa, tão pertinho de mim, tão pertinho de Joao Pessoaaaaa! Minha nossa...Como seria bom te ver ;)

mas estou me animando! Voce foi pra Maceio, agora subiu pra recife...cada vez mais perto de jampa! ahahahaha So nao passe direto pra Natal OK? ahahahaha

Anyway, tenha um ótimo findi e aproveite o calorzao do Nordeste tá? Depois conta pra gente como foi ;)

Katia Bonfadini disse... [Responder comentário]

Oi,Day! Nós queremos ir pra Jampa também!!!!!! Essa é a última viagem naciobal do ano. O Marcelo já traçou mais ou menos uma programação pro ano que vem. Se tudo correr como planejado, retomaremos as viagens ao nordeste no segundo semestre do ano que vem!!!!! Vamos torcer, vou adorar te conhecer!!!! Beijão!

Taia Assunção disse... [Responder comentário]

Já ouvi falar sobre essa síndrome, deve ser um sofrimento para os animais e também para a pessoa que a sofre. Também não sou favorável ao comércio de animais, os meus foram resgatados da rua, aqui, os universitário têm cães nas Repúblicas e quando vão embora os abandonam. Muitos animais pela rua e principalmente na Perimetral, onde eles correm sérios riscos de serem atropelados. Mas temos que ter bom senso, tenho duas e acredite, a casa gira em torno delas. O apartamento novo, tem que ser primeiramente, adequado para elas. Tô indo amanhã para o ES cuidar disso. Beijocas!

Cós de Minas disse... [Responder comentário]

Katia

Faz tempo que aompanho seu blog. E acho fantástico, mas como sou muito "na minha", nunca fiz um comentário. Mas agora é impossível não deixar de colocar aqui que também sou louca por gatos! Na casa da minha mãe temos 5 gatos. Claro que todos vieram de um parque, de uma rua ou estavam abandonados. Não existe graça em comprar um gato ou cachorro!. Depois de uns 20 anos entre namoro e casamento, consegui fazer com que meu marido deixasse um "menino de rua" entrar lá em casa! E ele, que vivia na porta do BNDES, como diz meu marido, aposentou. Mas já faz algum tempo que ao ver um cachorro na rua, andando sem rumo , sem expectativa e com o rabo balançando, sempre disposto a um carinho, fico em frangalhos. Parabéns pelo seu trabalho!

Milena disse... [Responder comentário]

Bonfa,sempre tivemos cães,cresci com eles e nunca foram comprados.
Hoje,meus pais tem um vira-lata super esperto,levadíssimo e diria educado se o meu pai não o achasse uma gracinha e o deseducasse,rs!!
E os animais são capazes de nos adotar,até Luiz que não é meio chegado tem um amigo novo:um gatinho que ronda o seu trabalho!!
E essa síndrome,sim,acho que conheci já alguém assim.

bj e boa viagem,

Maquiagem Definitiva disse... [Responder comentário]

Ai Bonfa!!!Você me fez chorar amiga eu ainda estou muito sentida com o falecimento da minha cachorrinha a belinha e fora isso o seu pôster de hoje foi realmente lindo!!!
Os seus conceitos maravilhosos e a cada dia me sito mais feliz por ter te conhecido, ser sua seguidora e te admirar tanto amiga.
Você realmente merece toda minha dedicação e carinho.
Olha eu não conhecia a doença e nem sabia que existia, adorei as informações e o trabalho da Giany é fabuloso parabéns e estarei de olho.
Também penso igual a você a belinha era adotada e logo, logo quero adotar outro cachorrinho, apenas estou esperando a ferida fechar, para não procurar em outro cachorrinho aquilo que a belinha era para mim.
Porque cada ser é único e quando o próximo vier que venha com suas manias e será recebido com todo amor.
Bjkas amiga e tenha um lindo final de semana.

Santinha disse... [Responder comentário]

Oi Katia
Eu também já conheci algumas pessoas que enchem suas casas de cães e gatos, só não sabia que tinha nome para isso. Vira e mexe estou divulgando abrigos, faço doações e já adotei animais suficientes, ou seja, o numero que posso cuidar dar atenção, comida e medicação. A última delas adotei com menos de um mês e ontem completou oito meses (coisa mais linda do mundo). Adoro os cães e especialmente os vira-latas, que em minha opinião são os verdadeiros cães de raça. Eu também sou totalmente radicalmente contra o comércio.
Parabéns pelo post! Vou lá conhecer o blog da Lucia.
Bj grande
yvone

Andanhos disse... [Responder comentário]

Ótimo post!
Dá uma dó ver animais abandonados e maltratados...
Admiro quem cuida deles e sou a favor da adoção.
Beijos.

Casar é assim... disse... [Responder comentário]

Qua eu li "Síndrome de Noé" achei que fosse um nome dado àquelas pessoas que gostam muito de animais, não pensei que fosse uma doença tão séria!! Que triste!!!!..

Os "Bichos da Lúcia" são fofos demais..esses olhares carentes matam a gente por dentro!!

beijos e ótimo final de semana Bonfa!!!

Day - Papel de la Musique disse... [Responder comentário]

Obaaaaa! Que ótimo, Bonfinhaaaa! Não esqueça de quando vier a JampaCity, me avisar! E se precisar de qualquer coisa, por favor, NÃO HESITE em me pedir! Será um prazer receber voce e seu maridao aqui! Ai que maaaaassa!

Um beijo!

Felipe Prado disse... [Responder comentário]

e dai, como é que é..

tizzzzzzzzzzz, fogo na Bonfa!!

curto seu blog.

http://www.youtube.com/watch?v=_UzRrBbtSpU

Arte&Reciclagem, ReceitasSaúde e ReciclagemdasLetras disse... [Responder comentário]

Lindo post e muito comovente! Sempre vejo um morador de rua q se recusa a ir p/ o abrigo pra não ter q ficar afastado de seus 2 cães, q são sua familia, muitas vezes ele diz q deixa de comer pra deixar comida pra eles. Isso é AMOR ! Tenho muita vontade de ajudar, mas uma ajuda definitiva, não apenas dar um troco pra uma refeição ou uma muda de roupa...Alguma sugestão?

Cíntia A. S. Sevaux disse... [Responder comentário]

Olá Kátia, como veterinária e voluntaria em uma ONG,venho só pra dizer que foi muito pertinente essa abordagem e em toda cidade existem pessoas assim, mas quase sempre é encarado como mania e não doença... torço para que cada espaço como esse traga um pouco de concientização às pessoas...bjinhos e parabéns pelo trabalho, meninas !!

Dayvison Oliveira disse... [Responder comentário]

Que massa, Kátia!!!
Sou daqui de Recife e acompanho seu blog a um tempão. Acho vc hipermegaultraplus criativa...hahaha
Sua organização, desde a forma de postar até as festinhas ma-ra-vi-lho-sas que vc faz, é perfeita!

Sugestões para sua visitinha ao Recife:
Não deixe de ir no alto da Sé, em Olinda. Tem bastante artesanato e tapiocas de vários sabores! É bem legal! Sem contar que o pôr de sol visto de lá, é D+!!!
*Tem tb o Marco Zero, no Recife Antigo;
*Castelo-Instituto Ricardo Brennand, tem o museu de armas e a pinacoteca que são Belíssimos... Sem falar na arquitetura do castelo (pesquisa na net pra ver as fotos!)
*E claro... Porto de Galinhas. (A maioria dos hotéis oferecem passeios turísticos pra lá!

Aproveite bastante!

Beijos;***
Flavinha

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