segunda-feira, 28 de maio de 2012

Resumão das férias na Rússia – Parte 2 (Moscou): atrações turísticas, arquitetura, decoração, design, artesanato, comes & bebes e curiosidades

Catedral de São Basílio, o cartão postal de Moscou.

Bilhete de entrada para o Kremlin.

Torres de uma das catedrais do Kremlin.

O imponente prédio do Museu Histórico do Estado da Rússia, na Praça Vermelha.

Três estações de metrô de Moscou, cidade que possui um verdadeiro museu subterrâneo.

Catedral do Cristo Salvador

Chegamos a Moscou em uma quinta-feira, dia em que o Kremlin estava fechado para visitação. Sendo assim, decidimos “respirar” a cidade e fazer um longo passeio à pé para nos ambientarmos. No caminho, contornamos a belíssima Catedral do Cristo Salvador (Хрaм Христa Спасителя), que ficava perto do albergue.


O exterior da igreja é monumental e o interior, mais ainda!!!! Infelizmente não é permitido fotografar lá dentro, mas vocês podem ver algumas imagens AQUI. Entramos no meio de uma missa e havia um controle rigoroso de raio-x. É incrível saber que a igreja foi derrubada durante a onda secularista do governo de Stálin, para que em seu lugar fosse erguida uma gigantesca piscina pública. Com a queda do comunismo, a antiga igreja foi minuciosamente reconstruída nos anos 90. Trata-se da mais alta igreja ortodoxa do mundo e seu interior foi um dos mais exuberantes que já conheci.

Continuamos caminhando em direção à Praça Vermelha e eu estava ansiosa para ver de perto o cartão postal de Moscou!

A Praça Vermelha é a mais famosa atração de Moscou, cenário de vários desfiles militares soviéticos durante a era da União Soviética. A praça separa a cidadela real, conhecida como Kremlin, do bairro histórico de Kitay-gorod.

O engraçado é que, quando eu era criança, coloquei na cabeça que as pirâmides do Egito e as cúpulas da catedral que lembram os sorvetes de casquinha do Mac Donald’s eram os monumentos mais famosos do mundo. E eu pensava que, se  algum dia viajasse para esses lugares, eu já teria explorado todo o planeta. Bom, estou beeeeeeeem longe disso, mas pelo menos, tive a oportunidade de realizar meu sonho infantil!!!!

Marcelo filmando a Praça Vermelha e eu querendo aparecer de qualquer maneira, rsrsrsrs!

Como grandes ruas de Moscou partem da praça em várias direções, prolongando-se em rodovias para fora da cidade, a Praça Vermelha pode ser considerada como a praça central de Moscou e de toda a Rússia.*

Torre Spasskaya

O nome de Praça Vermelha não deriva da cor dos tijolos ao seu redor, nem da associação da cor vermelha ao comunismo; na verdade, o nome surgiu porque a palavra russa красная (krasnaya) pode significar tanto "vermelho" como "bonito". A palavra foi empregada originalmente (com o sentido de "bonito") à Catedral de São Basílio, e foi mais tarde transferida à praça adjacente.*

*Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pra%C3%A7a_Vermelha

Marcelo em frente ao Mausoléu de Lênin. Atrás dele fica a Necrópole da Muralha do Kremlin.

O Mausoléu de Lênin  abriga o corpo mumificado do líder da revolução russa e pode ser visitado em determinados dias da semana, mas as filas costumam ser gigantescas.

A Necrópole da Muralha do Kremlin é um cemitério que fica junto à muralha onde se localiza o palácio da sede do governo russo. Nela eram enterradas importantes personalidades soviéticas, como o cosmonauta Iuri Gagarin, o escritor Maxim Gorky e membros do Partido Comunista, como Stálin, Brejnev, Kalinin, Andropov, Ustinov, Chernenko e Molotov. Ser enterrado na nesse local era considerado a maior honra que um cidadão soviético poderia receber após a morte.*

*http://pt.wikipedia.org/wiki/Necr%C3%B3pole_da_Muralha_do_Kremlin

Museu Histórico do Estado da Rússia

O Museu Histórico do Estado da Rússia é um museu de história localizado entre a Praça Vermelha e a Praça Manege em Moscou. Sua gama de exposições vai desde relíquias pré-históricas das tribos que habitaram o território russo até obras de arte adquiridas por membros da dinastia Romanov. O número total da coleção de objetos do museu é na casa dos milhões.*

*Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_Hist%C3%B3rico_do_Estado

Acho que vale a pena conhecer o museu com calma e tranquilidade, mas como já mencionei antes em outro post, museus enormes não conseguem prender a minha atenção por muito tempo e eu acabo me desconcentrando. Meu tempo limite gira em torno de duas horas de passeio, dependendo do tipo de acervo e do meu grau de interesse.

A Catedral de Kazan foi mais uma igreja ortodoxa destruída por Stálin em 1936 e posteriormente reconstruída em 1993.

O GUM parece mais um edifício governamental ou um museu do que um shopping center. A imponente construção fica na Praça Vermelha e possui um interior luxuoso repleto de lojas de grifes caríssimas. Mas isso não parece ser problema para os russos porque, com base na lista de 2011 da Forbes, Moscou tinha 79 bilionários, tirando de Nova York a classificação de cidade com o maior número de bilionários do mundo. E preparem os bolsos, galera: é uma cidade bem cara!

A imensa claraboia que cobre todo o shopping, suas passarelas internas, suas fontes e sua arquitetura mista fazem valer a pena uma visita, mesmo que você não esteja a fim de fazer comprinhas, rsrsrsrs!  O mais curioso é que antigamente era nesse prédio suntuoso que os moscovitas enfrentavam filas diárias para comprar alimentos e artigos essenciais.

Na foto acima, vocês podem observar a fachada norte do Museu Histórico do Estado da Rússia. Esse trecho fica próximo aos prédios universitários de Moscou e costuma ser frequentado por jovens e estudantes. Foi nesses arredores que compramos uma terceira matrioska em uma feira livre para presentear a minha sogra.

Na foto acima, o Marcelo está próximo ao Túmulo ao Soldado Desconhecido, no Jardim Alexander, um dos primeiros parques públicos de Moscou. Ao lado do monumento, há uma série de estruturas retangulares que contém os nomes de batalhas históricas disputadas pelos russos escritos em letras douradas.

Jardim Alexander

Esse local também possui muitos atrativos como jardins, esculturas e fontes com fundo trabalhado em mosaicos coloridos representando o fundo do mar. Infelizmente nessa época do ano (início de abril), os canteiros não tinham flores e as fontes estavam secas, mas tudo se transforma quando começa a esquentar e, pelas fotos que vi, fica muito cheio, bonito e animado no verão.

Gostei muito dessa escultura em bronze formada por quatro cavalos super expressivos.

Todos os dias passávamos em frente à Igreja do Cristo Salvador e eu aproveitava a oportunidade para fotografá-la. O Marcelo me questionava: “mas você já não tirou essa foto ontem?” E eu respondia: “mas ontem a luz era diferente, o céu estava diferente, a hora do dia era diferente e eu estava vestida com uma roupa diferente, rsrsrsrs”.

Penso que cada momento na vida é único e não é porque sou completamente leiga em fotografia que vou me privar de tentar captar o melhor ângulo de cada lugar por onde passo, né?

A imagem pode sair meio tortinha, desfocada ou cortada, mas mesmo assim, acho que tem seu valor porque representa a captura de um momento que não volta mais. É como se o tempo congelasse naquele instante. Isso sem entrar no mérito de que o “olhar” das pessoas é diferente e o que alguém considera banal, pode ser visto por outros como algo curioso e digno de ser eternizado em uma foto.

O Marcelo, por exemplo, classificou o Edifício do Ministério dos Negócios Estrangeiros como um típico “monstrengo” da arquitetura soviética dos anos 50, mas eu consigo ver beleza no imenso edifício. Apesar do tom acinzentado e das mil janelinhas, eu gosto dos detalhes no topo do prédio, do relógio e das estruturas que interligam seus três blocos.

Por outro lado, a construção da foto acima não me atrai nem um pouco e me lembra um caixote sem vida, sem cor, sem personalidade…

Durante uma de nossas muitas caminhadas pela capital russa, fomos até a estação Kievskaya, cruzando o rio Moscou.

O Marcelo havia me falado sobre essa imponente ponte para pedestres totalmente envidraçada e fomos lá conferir a curiosa estrutura.

Eu nunca tinha visto nada parecido e achei a arquitetura da ponte super interessante, ainda mais porque seu interior é repleto de lojinhas com um bom aproveitamento do espaço útil, rsrsrsrs!

Demos muitas outras voltas pela cidade até encontramos o famoso Teatro Bolshoi, reconhecido como uma das melhores companhias de balé e ópera do mundo.

O Marcelo fotografou a placa acima para registrar a diferença entre o nome de uma rua escrito em cirílico e, logo abaixo, “traduzido” para letras romanas. Como a maioria da população não fala inglês, é fácil se perder em Moscou se você não tiver um guia ou, pelo menos, uma noção básica dos símbolos e dos seus respectivos sons em cirílico.

Para sentir a atmosfera das cidades que visitamos, gostamos muito de andar à pé, observando de perto como as pessoas se comportam no dia a dia, admirando as fachadas dos prédios, das lojas, dos restaurantes etc. Um cantinho da cidade que nos agradou foi a famosa rua de pedestres Arbat. Como ainda era cedo, a rua ainda não tinha “acordado” plenamente, mas pudemos notar que ela abrigava uma grande variedade de lojas de souvenirs, cafés, pubs e restaurantes.

Voltamos mais tarde e a rua estava repleta de gente, de vendedores ambulantes, de malabaristas e de artistas como o caricaturista que me pegou em flagrante na foto acima, rsrsrs! Foi aqui também que descobrimos uma churrascaria rodízio brasileira onde decidimos almoçar dois dias depois.

 

Tour Metroviário

No penúltimo dia em Moscou, amanheceu chovendo bastante e ficou complicado continuar conhecendo a cidade à pé. Sendo assim, ativamos nosso “plano B” (sempre temos planos B, C e D para esse tipo de imprevisto em viagens!!!!) e decidimos fazer um pouco de “turismo metroviário”, visitando algumas famosas estações de metrô, que mais parecem museus subterrâneos. Segue uma lista preparada pelo Marcelo contendo uma seleção de belas estações, acompanhada de algumas fotos tiradas por mim:

- Linha azul: Kievskaya (Киевская), Arbatskaya (Арбатская), Ploschad Revolyutsii (Плoщадь Револю́ции), Elektrozavodskaya (Электрозаводская).

- Linha marrom: Novoslobodskaya (Новослободская), Prospekt Myra (Проспект Мира), Komsomolskaya (Комсомольская) – atenção porque a Komsomolskaya que interessa fica na linha marrom, não na vermelha!

- Linha verde: Mayakovskaya (Маяковская).

Todas as estações pelas quais passamos ficavam muitos metros abaixo do nível da rua e por isso as escadas rolantes eram bastante íngremes e quilométricas. Algumas vezes, demorávamos mais de um minuto para chegar até a plataforma de embarque.

Lustres e estrutura curva das paredes na Kievskaya

Um dos vários paineis de mosaico da Kievskaya

Detalhe de mosaico no teto na Belorusskaya

Detalhe das paredes com alto relevo e luminária na Belorusskaya

Estátuas de bronze na Ploschad Revolyutsii

Achei curioso perceber que quase todo mundo passava a mão no focinho do cachorro ao sair do trem. Parece ser algum ritual de boa sorte. Por via das dúvidas, eu fiz o mesmo!!!!

Vitrais coloridos na Novoslobodskaya

Novoslobodskaya

O incrível efeito das luminárias embutidas na Elektrozavodskaya

A plataforma da Komsomolskaya se assemelha ao salão de um palácio!

Lindos arcos e piso de mármore na Mayakovskaya

Quando terminamos nosso tour metroviário, fomos dar uma olhadinha lá fora e descobrimos que ainda estava chovendo bastante. Precisamos ativar o “plano C” e pensar em algum lugar que não estava na nossa lista de prioridades. Optamos por conhecer o famoso Museu Pushkin, que possui uma das maiores e melhores coleções de réplicas de estatuária do mundo, executadas em gesso ou bronze, como o David de Michelangelo da foto acima.

O museu possui diversas salas e eu fotografei alguns detalhes curiosos de seu acervo, como essa Cosmetic spoon (colher cosmética????) egípcia, datada de 1388-1352 A. C. e feita em ébano, marfim e tinta. Não sei qual era exatamente a utilidade desse artefato, mas achei impressionante ele ter sido produzido há mais de um milênio antes de Cristo!!!!

Reparem nessas peças usadas em jogos de tabuleiro… eu não tinha ideia de que os dados eram uma invenção tão antiga!

E que tal esse colar de contas do século 1 A.C.?  Eu achei super atual e bem colorido, do jeito que eu gosto!!!!

Em um dado momento do dia, a chuva deu alguma trégua e então nos dirigimos ao Convento Novodevichy, um belo complexo que abriga um cemitério, uma igreja e um museu. Fundado no século XVI, esse local testemunhou os mais importantes eventos da história do país. Por aqui passaram Ivan o Terrível, Boris Godunov e o Tzar Pedro I.

No famoso cemitério, estão enterradas grandes personalidades russas como Anton Chekhov, Nikolai Gogol, Nikita Khrushchev, Sergei Prokofiev e Boris Yeltsin.

A catedral principal, Smolensk, estava fechada, mas havia outra aberta, lindíssima por dentro, que estava sendo preparada para algum evento. A entrada no complexo é gratuita, mas é cobrado ingresso para visitar o museu e outras exposições temporárias.

Passeamos um pouco pelo parque que fica ao lado do convento e decidimos voltar andando para “respirar” outra parte da cidade.

Descendo a rua Tverskaya em direção ao centro, fizemos alguns pequenos desvios. Um deles foi para visitar o Museu de História do Gulag. O Gulag tornou-se um símbolo da repressão da ditadura de Stálin e aprisionou diversas pessoas comuns consideradas inimigas do Estado, que eram condenadas a “trabalhos forçados educacionais”, passando privações como frio e fome. 

A princípio, o acervo do museu interessava mais ao Marcelo do que eu, mas me surpreendi com uma exposição sobre fotografias manipuladas de maneira a “excluir” dos registros oficiais (e também da vida), os inimigos de Stálin. O curioso é que muitos desses “desaparecimentos” eram de antigos aliados do governo e, em uma era pré-Photoshop, é inevitável reconhecer o grande talento do artista que fazia esse trabalho. Algumas vezes, uma imagem com dez pessoas tinha metade delas eliminadas por meio dessas fraudes fotográficas. Acho que a visita e o aprendizado valeram muito a pena, com a vantagem de que quase tudo era legendado em inglês.

Estátua de Karl marx

O monumento/escultura em homenagem ao escritor russo Mikhail Sholokhov é bastante pertubador, na minha opinião, porque representa um grupo de cavalos em uma desesperada luta para escaparem do afogamento. Eu fiquei com a impressão de que os pobres animais estão presos para sempre nesse momento angustiante. Registrei a imagem por curiosidade, mas ela me incomoda.

Como diz o ditado, “Depois da tempestade, vem a bonança”, e o dia seguinte amanheceu lindo, com o sol brilhando e o céu azul. Aproveitei para fazer mais alguns registros da Catedral do Cristo Salvador… eu não me cansava de fotografar essa igreja por onde passávamos todos os dias!!!!

Era o dia de atravessarmos as muralhas do Kremlin, nosso último dia em Moscou e também na Rússia. Dispensamos os bilhetes para ver a coleção de diamantes e nos focamos nas cinco catedrais internas. Uma coisa que chama a atenção logo na entrada é o Palácio dos Congressos, uma verdadeira caixa de concreto típica da arquitetura soviética, que fica meio deslocada entre os prédios históricos.

Durante séculos o Kremlin foi testemunha de eventos dramáticos da história do país. O imenso complexo começou a ser construído em 1147 e, na prática, trata-se de uma fortaleza cercada por altas muralhas e intercalada por vinte torres. Em seu interior estão situados prédios administrativos, repartições governamentais, palácios, museus, catedrais, monumentos e jardins, mas somente alguns trechos são abertos à visitação pública.*

*Fonte: http://www.imagensviagens.com/moscou.htm

Adoro fachadas pintadas e esse portal colorido cheio de detalhes me deixou encantada. Não é possível fotografar o belo interior das catedrais, mas preciso dizer que não são tão impressionantes quanto o da Igreja do Sangue Derramado, em São Petesburgo.

De lá, seguimos para o Parque Gorki, batizado assim em homenagem a Máximo Gorki, um famoso escritor, romancista, dramaturgo, contista e ativista político russo. Apesar de termos lido em guias de viagens que o local ficava bem cheio e animado no verão e também no inverno, por causa das pistas de patinação e do concurso anual de esculturas de gelo, em abril ele virou um canteiro de obras e estava praticamente vazio. Cheguei a comentar com o Marcelo que o local deveria estar fechado para manutenção porque, além do belo portal, não oferecia outros atrativos para os visitantes nessa época do ano. Bom, pelo menos o pedaço do parque onde estivemos, porque sei que ele é bem grande.

Detalhe da foice e do martelo em alto relevo no portal do Parque Gorki

De lá, atravessamos a rua para conhecer outra atração, o Art Muzeon. Trata-se de um parque que começou a funcionar com restos de monumentos soviéticos retirados de locais importantes da cidade e renegados a essa espécie de cemitério de esculturas. Com o passar do tempo, o local recebeu obras de artistas contemporâneos e se tornou um verdadeiro museu a céu aberto.

Marcelo e as estátuas gigantescas da era soviética

Tem estátua de Lênin pra todos os lados!

O Marcelo fez o seguinte comentário soobre o Art Muzeon: “O parque é muito bacana. Velhos monumentos comunistas, vários bustos do Lênin, alguns do Stálin (geralmente vandalizados) e outros de expoentes do comunismo (aliás, bustos do Lênin ainda são facilmente encontrados pela cidade, ao contrário do Stálin, do qual não vi nenhum). Ainda que o parque de Budapeste onde estivemos no ano passado* contenha estátuas mais colossais, nesse de Moscou há mais peças. E vale a pena passear pelo parque todo, muito agradável, com peças muito interessantes.”

*Memento Park (http://www.szoborpark.hu/?Lang=en)

Do parque é possível avistar a polêmica estátua de “Pedro, o Grande”, construída no meio de uma ilhota formada pelo rio Moscou e o canal Vodootvodnyino.

Com 55 metros de altura, o monumento representa Pedro no comando de uma caravela e em sua base é reproduzido artificialmente o movimento de ondas do mar. Pela originalidade, o monumento atrai imediatamente a atenção dos visitantes, mas nem por isso é uma unanimidade entre os moscovitas, que o acusam de ser feio.*

*Fonte: http://www.imagensviagens.com/moscou.htm 

Antes de voltarmos ao albergue para dormir cedo a fim de pegar um voo para a Turquia de madrugada, fizemos um último registro do Kremlin a partir da ponte sobre o Rio Moscou, no dia mais bonito da viagem até então.

 

Comes & Bebes

Apesar de eu não ter me empolgado muito com a culinária russa, tivemos algumas boas e/ou curiosas experiências, que relato a seguir.

Um dos lugares onde mais gostamos de comer foi o GRABLY, rede local de comida a quilo. Não tem nada escrito em inglês, mas fomos apontando o que parecia ser apetitoso e “reconhecível”. A atendente ia colocando tudo no prato e no final pagamos por cada um desses itens. Notem que a palavra em cirílico escrita no letreiro da foto acima não tem nada a ver com o som “Grably” que conhecemos e por isso foi difícil encontrar o restaurante!!!!

Me surpreendi com o recheio do meu suposto bolinho de batata, que era, na verdade, um enroladinho de frango empanado com recheio de cogumelos. Apesar do excesso de gordura, estava delicioso!!!! Também gostei da saladinha típica russa, montada em camadas coloridas, uma delas contendo algum tipo de peixe, talvez arenque.

Esse pratinho de batatas temperadas com cebola, alho, cogumelos e algum tipo de erva aromática estava saboroso e penso ser possível reproduzi-lo em casa com facilidade.

Jantamos uma noite na rua Arbat, em um restaurante onde ninguém falava nada de inglês, mas felizmente o vasto cardápio tinha imagens com bandeiras indicando a origem de cada prato. Pedimos pequenas porções de comidinhas russas e um pastel do Uzbequistão.

Aparentemente havia uma promoção de Happy Hour do tipo “pague uma e leve duas cervejas”. O atendente nos trouxe 4 cervejas e fez alguns gestos que nos levaram a entender isso. Eu não gostei muito do que pedimos, a não ser da porção de quinoa com cogumelos, mas, mesmo assim, achei que faltava sal. O pastel típico do Uzbequistão era um simples folheado recheado de carne, bem menos exótico do que eu imaginava, mas estava bom. E, na minha opinião, o espetinho estava duro, mas o Marcelo aprovou.

Como já disse o chef Gordon Ramsey, muita variedade em um cardápio gera desconfiança de que nem todos os ingredientes são frescos e escolhidos criteriosamente…

O ônibus colorido parado na rua Arbat chamava a atenção dos pedestres e decidimos descobrir o que funcionava lá dentro.

Tratava-se de um bar montado dentro do veículo aposentado. Os assentos pareciam originais e no local onde ficava o motorista, havia um telão que exibia clipes de música pop russa ou algo semelhante.

Apesar de original e inusitado, o bar não parecia possuir um cardápio interessante. Sendo assim, pedimos duas canecas de chopp, pagamos a conta e fomos à procura de outro lugar para jantar.

Estávamos de olho nessa churrascaria brasileira desde a primeira vez em que a avistamos na rua Arbat. Confesso que antigamente eu achava um desperdício comer em redes de fast-food ao invés de experimentar a culinária local, mas com o tempo e a maturidade, fui deixando o radicalismo de lado e já me rendi algumas vezes aos sanduíches do Burger King, às pizzas da Sbarro´s e por aí vai…

Estávamos curiosos para comparar a picanha russa com a nossa e entramos no restaurante com a expectativa de que alguém falasse português, mas que nada! De qualquer maneira, pudemos nos comunicar bem em inglês e em portunhol, porque o chef era cubano. A carne estava macia e suculenta e o buffet de saladas era bastante variado. Ainda havia uma feijoada caprichada nos réchauds! Fomos muito bem atendidos, até porque o local estava vazio por volta das 16 horas, mas o preço era meio salgado.

De qualquer forma, aprovamos a experiência, que consideramos bastante satisfatória, e penso que essa foi a melhor refeição que fizemos na Rússia!!!! Para finalizar nossa “almojanta”, saboreamos um delicioso pedaço de acabaxi assado na churrasqueira.

Não entramos no bar da foto acima, mas achei interessante registrar a foto da fachada toda coberta por uma plotagem bem colorida e chamativa.

O Marcelo tinha a indicação de um restaurante chamado MUMU, que não encontramos de jeito nenhum durante os quatro dias que ficamos em Moscou. Mas eis que, já no aeroporto em direção à Turquia, o Marcelo avistou a vaquinha malhada da foto e se deu conta de que o MUMU era MY.MY em cirílico, restaurante estilo cafeteria com muitas filiais pelas quais passamos diversas vezes sem nos darmos conta de que era o lugar recomendado… que pena! Mas pelo menos o Marcelo teve a oportunidade de tomar um café com leite antes do nosso voo.

Bom, assim terminaram nossas aventuras na Rússia, pessoal!!!! Agora estou ansiosa para começar a escrever sobre a Turquia, o país que eu sonhava conhecer há 16 anos e pelo qual me apaixonei!!!! Pretendo fazer relatos mais curtinhos, dividindo nossas experiências pelas cidades e/ou atrações que conhecemos.

Um grande beijo para todos com votos de uma ótima semana e lindas viagens!!!!

Bonfa ass

30 comentários:

Dani Hoffmam disse... [Responder comentário]

Que lugar lindo! A arquitetura é incrível, a maneira que vc registra isso e nos passa me encanta.

Não vejo a hora de ver o post sobre a Turquia, especialmente sobre a Capadócia!

Ótima semana pra vc tbm.
Dani

Izis Borck disse... [Responder comentário]

Adorei as fotos, viajei junto em cada relato. Adoro suas fotos cheias de detalhes.
Beijocas

Angela disse... [Responder comentário]

Querida Katia,
Você sabe que sou fã de carteirinha dos seus posts de viagem, mas esse superou as minhas expectativas!! Você multiplicou por 1000 minha vontade de ir à Rússia!! Que lugar maravilhoso!
Quero ver mais fotos...
Beijão

Casar é assim... disse... [Responder comentário]

Oi Bonfa!

É engraçado a maneira como imaginamos um lugar....pra mim a Rússia era "somente" essas catedrais , que são o cartão-postal! Mas quanta coisa diferente para visitar existe por lá...e muita arquitetura linda!!
Ahh, e outra...pra mim Rússia é sinônimo de muito frio, principlamente depois que eu assisti o filme "Dr. Jivago"...e olha que dia lindo de céu azul vcs puderam apreciar e mostrar pra gente..a Rússia não é só branquinha cheia de neve!! rsrs....

Beijos!!

Larissa Motta disse... [Responder comentário]

Como sempre digo, você faz a gente viajar junto com você. Que lugares mais lindos, adorei as fotos.
Bjks.

Quaseumabalzaca disse... [Responder comentário]

Quando eu começar a viajar pelo mundo, vou pegar seu telefone...e vc, como uma alma boa, não se negará rs...amei as fotos, os relatos...mas fiquei pensando em mim lá...dá um medinho...não sentiu uma certa insegurança? ou será q isso é típico de quem nunca fez uma viagem maior?

Katia Bonfadini disse... [Responder comentário]

@Quaseumabalzaca Que interessante a sua pergunta! Sabe que eu realmente me sinto mais à vontade quando viajo pelo Brasil? Na verdade, mais segura. Deve ser porque estamos no nosso país, temos costumes parecidos, falamos a mesma língua, usamos o mesmo dinheiro. Quando vamos pra longe, não conhecemos ninhguém, alguns povos são realmente mais frios e/ou distantes, a moeda é diferente, a língua é diferente, o transporte público é diferente, estamos a milhares de quilômetros de distância, enfim... a gente acaba se acostumando com o tempo e vê que não há nada a temer, mas é diferemte do que passear pelo Brasil, com certeza! Beijão!

Jussara Gehrke disse... [Responder comentário]

Kátia,
acho que a melhor coisa que existe é a gente sair por esse mundão!! ô coisa boa se perder por lugares nunca vistos, conhecer o que nem imaginávamos, eu adoro bater perna e clicar muito, é uma riqueza que ninguém tira da gente! qualquer viagem é maravilhosa pra mim, basta colocar o pé na estrada ou no aeroporto que já estou feliz!!
seu post está MARAVILHOSO!!!!
de viajar mesmo!!
beijo
Ju

Eu que fiz... ou quase isso disse... [Responder comentário]

Hum dei so uma espiadinha rapida aqui no trabalho, pq fiquei muito curiosa, mas quando chegar em casa quero ler os detalhes, para sentir como foi esta viagem...

Bjs


Gélia Carvalho

carolina. disse... [Responder comentário]

que post maravilhoso, bonfa! sério, estou viciada no seu blog (entrou para o meu top 3 com certeza!!!)

eu já tinha vontade de conhecer a Rússia, depois dos seus posts eu tenho certeza de que eu PRECISO conhece-la! *-*

fiquei chocada quando li nos posts passados que você passou esse tempo todo com uma mala só e nem a despachou! você poderia me dizer quantos litros mais ou menos sua mochila (ou a do seu marido) tem? porque eu estava querendo comprar uma mochila, mas não queria comprar uma de 70l por ser muito grande e porque tenho medo de não conseguir carrega-la (tenho 1,57 e 50kgs hehehe), mas não sei qual tamanho comprar porque também tenho medo de ser muito pequena e não caber o suficiente para uma viagem mais longa. achei o tamanho da sua ideal para o que eu procuro.


muito obrigada e sucesso! mal posso esperar para os posts sobre a turquia! *-*

carolina. disse... [Responder comentário]

que post maravilhoso, bonfa! sério, estou viciada no seu blog (entrou para o meu top 3 com certeza!!!)

eu já tinha vontade de conhecer a Rússia, depois dos seus posts eu tenho certeza de que eu PRECISO conhece-la! *-*

fiquei chocada quando li nos posts passados que você passou esse tempo todo com uma mala só e nem a despachou! você poderia me dizer quantos litros mais ou menos sua mochila (ou a do seu marido) tem? porque eu estava querendo comprar uma mochila, mas não queria comprar uma de 70l por ser muito grande e porque tenho medo de não conseguir carrega-la (tenho 1,57 e 50kgs hehehe), mas não sei qual tamanho comprar porque também tenho medo de ser muito pequena e não caber o suficiente para uma viagem mais longa. achei o tamanho da sua ideal para o que eu procuro.


muito obrigada e sucesso! mal posso esperar para os posts sobre a turquia! *-*

carolina. disse... [Responder comentário]

que post maravilhoso, bonfa! sério, estou viciada no seu blog (entrou para o meu top 3 com certeza!!!)

eu já tinha vontade de conhecer a Rússia, depois dos seus posts eu tenho certeza de que eu PRECISO conhece-la! *-*

fiquei chocada quando li nos posts passados que você passou esse tempo todo com uma mala só e nem a despachou! você poderia me dizer quantos litros mais ou menos sua mochila (ou a do seu marido) tem? porque eu estava querendo comprar uma mochila, mas não queria comprar uma de 70l por ser muito grande e porque tenho medo de não conseguir carrega-la (tenho 1,57 e 50kgs hehehe), mas não sei qual tamanho comprar porque também tenho medo de ser muito pequena e não caber o suficiente para uma viagem mais longa. achei o tamanho da sua ideal para o que eu procuro.


muito obrigada e sucesso! mal posso esperar para os posts sobre a turquia! *-*

Léia Silva disse... [Responder comentário]

Oi linda
Que sonho essa viagem!
Quando falo para o Michele que quero mostrar algumas fotos maravilhosas de viagens, ele ja' diz: Ja' sei, é da Bonfa" - hehehehe!
A Rússia está em meus roteiros de futuras viagens e o teu post me fez sonhar!
Mil bjos
Léia

Katia Bonfadini disse... [Responder comentário]

@carolina. Oi, Carolina! Amei a sua empolgação!!!! É uma delícia viajar mesmo!!!! Puxa, a minha mochila eu ganhei de brinde e está inclusive, se desfazendo, rsrsrs! O Marcelo levou uma pequena, não sei qual a capacidade, mas eu achei pequena demais pra mim, rsrsrsrs! O ideal é uma maiorzinha. Sei que é da marca Trilhas e Rumos, muito boa! Vou perguntar pra ele o tamanho e te digo! Um beijão!

Executiva de Panela disse... [Responder comentário]

Katia, mais uma delicia de post! È como se eu estivesse lá! Quantas fotos lindas, quantos detalhes você trouxe para gente! Amei! A Russia me parece fascinante! Beijos, Paula

Flávia Mergulhão disse... [Responder comentário]

Kátia,
Faço minha as palavras de todos aí de cima: viajamos com voc~e nestes posts minuciosos de detalhes.
Viagem incrível, cheio de história entranhada em cada tijolo.
Sem contar com a gastronomia e os designs que vc se deliciou pelo caminho.
Um beijão e obrigada por nos proporcionar um passeio cultural deste!

Simone Scharamm disse... [Responder comentário]

Oi, Katinha,
vocês são muito corajosos, eu não comeria nada que eu não pudesse traduzir,rs! Acho que a comida é o maior desafio dessas viagens de vocês, não?rs! Mas, de qualquer maneira, há muita história pra contar, muitas fotos e lembranças, isso vale muito a pena! Adoro seus post completíssimos de viagens, tenho impressão de que já conheço todos esses lugares também!
Um beijo, adorei o post!

carolina. disse... [Responder comentário]

@Katia Bonfadini oi, desculpa ter mandado 8973827423 comentários. é que a internet deu problema na hora, ai eu pensei que não tivesse enviado. por isso, mandei mais de uma vez.

muito obrigada pela resposta! voce acha que ela deve ter, tipo, 50l?

e novamente parabéns pelo blog, ele é muito gostoso de ler! juro que já me sinto sua amiga... hahhahaha beijao :***

Marta disse... [Responder comentário]

Katita.. fiquei chocada com o metrô.. as estações são magníficas!!!
Beijos

Day disse... [Responder comentário]

Kátia! Como sempre, fotos lindas, a viagem parece um sonho! Amei a Claraboia do Shopping! Que lindo!

Bonfinha, no meu post atual mencionei voce lá no blog. :) beijos!

ps: fim de semana que vem tu vai ta na minha terra! Tira muita foto pra eu matar a saudade pelo seu blog? :D

Liliane disse... [Responder comentário]

Que maravilha de lugar, adoro ver as fotos, parabéns.
Beijinho
www.caminhodagula.blogspot.com

Katia Bonfadini disse... [Responder comentário]

@carolina. Oi, imagina, Carolina! Sem problemas!!!!!! Vc é muito simpática!!!! O Marcelo acabou de responder que a mochila dele tem capacidade de 40 L. Eu acho ela meio pequena, rsrsrsr! A minha é maior, mas não sei dizer a capacidade dela. Beijão e boa sorte!

Glaucia disse... [Responder comentário]

Tudo maravilhoso, adoro quando você viaja, porque quando retorna somos nós que viajamos.
Beijos e tenha um lindo dia!

Gláucia

Raquel M.B.G. disse... [Responder comentário]

Uma COISA suas fotos!!! Já incluí a Rússia nos meus planos mirabolantes de viagem! bjs Raquel

Joaninha Bacana disse... [Responder comentário]

O colorido da Catedral de São Basílio é muito show, né?
E as estacoes de metrô, que luxo!
Esse seu salto de bailarina no vídeo ficou muito engracado, Katia, adorei :-D
Eu também adoro ter plano B para viagem: assim sempre se fica de bom humor, independente do tempo :-D
Quanto ao cachorro da escultura, você estava mega certa quanto a dar sorte:
http://progulyaemsya.ru/en/pamyatniki/pes_na_udachu/
"After the opening of the metro station Ploshchad Revolyutsii the dog’s nose was polished to shine. It was the tradition of students, day before the exam you should touch the nose of this dog and you will definitely passed the exam. This tradition become very popular and people started touch the nose just for luck." Legal essas tradicoes :-D
Beijocas, e lindas, lindas fotos!
Angie

Katia Bonfadini disse... [Responder comentário]

@Joaninha Bacana Angie, também adoro essas tradições!!!!! E obrigadíssima por essa complementação do post, amei a informação! Um grande beijo!

Ana Carolina (Bichinha) disse... [Responder comentário]

Linda viagem!!!
O temperinho que vc falou da batata com alho se chama ENDRO (acho q è assim em portugues).
E' uma delicia em batatas e carnes.
Aqui na minha casa tenho um pote gigantaoooo pois è dificilimo de achar.
Bjs e adorei o post.

Katia Bonfadini disse... [Responder comentário]

@Ana Carolina (Bichinha) Oi, Ana! Super obrigada pela dica!!!! Já ouvi esse nome antes!!!! Vou procurar no hortifruti! Um beijão e obrigada pelo elogio!

YES we Cooking disse... [Responder comentário]

Bonfa, estou sonhando aqui com essa sua viagem. Fiquei impressionada de verdade com a estação de metro, nunca soube que era assim e deve ser super interessante conhecer. É tudo lindo, me deu ainda mais vontade de conhecer esse lugar fantástico!
Beijão, Cecilia

Claudia Liechavicius disse... [Responder comentário]

Katia,
Adorei seu relato. Por sorte não peguei chuva!!!! Só dias frios, mas na maior parte do tempo com sol. Acho a Praça Vermelha a mais bonita do mundo. É um lugar emocionante.
Beijos
Claudia

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